Luana
de Cisne
Matheus e
Luana deixaram a segunda casa do templo de Apolo as pressas e correram
escadaria acima em direção a penúltima casa do local, que ficava mais quente à
medida que se aproximavam de lá. E a cada passo o calor se tornava mais intenso
e mais difícil de ignorar, Luana podia ver claramente a camada de gelo, que
Matheus usou no seu ferimento, derreter gradativamente, mas eles continuavam
seguindo adiante.
“Nós temos que fazer alguma coisa... Se esse
calor continuar aumentando nós não conseguiremos chegar a casa em que Apolo
está, em sã consciência...”
Uma horrível percepção fez com
que os pensamentos de Luana fossem interrompidos e ela parou de andar olhando
com olhos arregalados para o nada. Na primeira casa o cosmo de Joyce era
claramente perceptível, mas ele havia acabado de sumir. Do nada ele sumiu sem
deixar o menor vestígio.
Luana olhou
para Matheus que também havia parado, ele estava com os punhos cerrados, seus
braços tremiam e seus olhos estavam fechados com força.
– Vamos
voltar... – Disse ela, com a voz tremida. – Por favor, você também sentiu. Eu
sei que sentiu.
– Não
podemos. – Disse Matheus, a voz falhando. – Nós precisamos continuar.
– Joyce
pode estar morta... E você ainda quer continuar? Por favor, vamos voltar,
talvez ainda tenhamos uma chance de salvá-la...
Matheus se
virou e olhou bem fundo nos olhos de Luana, que sentia que ele também queria
poder voltar e ajudar suas amigas. Como que para acalmar os corações de ambos o
cosmo de Bia entrou em colapso. Um poder jamais sentido por ela foi emanado da
primeira casa, e era Bia. O cosmo de Bia se expandia além da capacidade de
qualquer cavaleiro que Luana conhecera, ou vira em combate.
– Bia está
com completo controle da situação... – Disse Matheus olhando para a luz que era
emanada da primeira casa. – Se Joyce tiver alguma chance de sobreviver, Bia
saberá o que fazer. Agora vamos continuar subindo.
Eles então
retomaram a caminhada até a última casa antes do salão de Apolo. O calor
continuava aumentando a uma proporção assustadora de forma que a camada de gelo
que envolvia o braço de Matheus havia desaparecido completamente e um pouco de
sangue começava a escorrer da ferida.
– Esse
calor vai nos matar. – Comentou Luana.
– É a nossa
proximidade com o Sol. – Explicou Matheus, ofegante. – O salão de Apolo deve
estar muito pior do que isso. Era um problema que eu não havia previsto.
– Vamos dar
um jeito... – Disse Luana.
Depois de
alguns minutos a mais de subida eles avistaram a entrada principal para a terceira
casa e apertaram o passo.
E então lá
estava a casa. Eles olharam para cima a procura de algo que indicasse a estrela
guardiã, e Luana prendeu a respiração quando viu a gravura em cima da entrada.
– Cis...
Cisne? – Disse ela gaguejando. – Não pode ser... Como?
– Eu não
sei... – Disse Matheus. – Mas nós não iremos descobrir ficando parados aqui.
Vamos.
Eles então
entraram na casa, que era completamente diferente das vistas anteriormente. A
começar pela temperatura que era muito maior do que todas as outras, como se
fosse uma sauna, mas a temperatura não era a única que tornava essa comparação
verdadeira. Fumaça de vapor saia das paredes que eram completamente vermelhas e
ofuscantes como se fossem feitas de um metal que acabou de sair do fogo.
No centro
da casa uma garota estava sentada no chão com pernas e braços cruzados como se
estivesse meditando.
– Enfim os
Cavaleiros de Athena chegaram. Pelo som dos passos vejo que dos seis cavaleiros
que vieram ao templo apenas dois chegaram até aqui... Sinto ter que informar a
vocês, mas o ponto final dos dois é aqui...
A voz era
delicada, melodiosa e agradável aos ouvidos. A garota se levantou lentamente e
virou-se, fazendo com que o queixo de ambos os cavaleiros caíssem, e o motivo
não era o belo rosto moreno com olhos negros e cabelos grossos caindo pelos
ombros, mas sim sua armadura. Ela era simplesmente idêntica a armadura de Cisne
usada por Luana, a diferença estava na cor, que era o laranja presente em todas
as armaduras dos Cavaleiros da Coroa do Sol.
– Então
você é a atual Cisne de gelo? – Perguntou a garota dirigindo-se a Luana. – É
realmente um prazer conhecê-la. Eu me chamo Judyy. Judyy de Cygnus 168... Ou
você pode me chamar de Cisne de fogo.
As palavras
ainda escapavam aos cavaleiros. A semelhança das armaduras era impressionante
de mais para ser ignorada.
– Vamos,
não fiquem parados aí com cara de idiotas!
Judyy saiu
correndo em direção a Luana que entrou rapidamente em posição de combate. Um
soco se dirigiu em velocidade impressionante ao rosto de Luana, mas, mais veloz
que o soco foi a esquiva da amazona e seu chute no estomago da adversária, que
foi atirada contra a parede oposta.
De alguma
forma Judyy conseguiu se recuperar do soco enquanto ainda estava sendo jogada e
com um giro mortal parou com os pés na parede e, usando o impulso, se atirou
mirando mais um soco, dessa vez em Matheus.
Matheus
flexionou os joelhos e uniu os braços numa postura completamente defensiva. O
soco da inimiga atingiu-o em cheio e ela continuou com a pressão enquanto o
cavaleiro simplesmente resistia. Até que pegou um pouco de energia e abriu os
braços e antes que o soco atingisse sua face ele despejou um pouco de energia
cósmica bruta com a mão direita no rosto de Judyy, que, mais uma vez, voltou.
Fincando os
dedos no chão ela impediu que seu corpo fosse atirado para mais longe, e mais
uma vez se lançou para os cavaleiros.
– Agora,
juntos. – Disse Matheus olhando para Luana que entendeu perfeitamente o recado.
Ambos os
cosmos prateados se expandiram e se uniram, parecendo um só. E em uníssono
mestre e aprendiza gritaram:
– PÓ DE
DIAMENTE!
A potencia
dos dois golpes unidos não só atirou Judyy contra a parede como construiu uma
camada sólida de gelo que a prendeu na parede.
–
Excelente! – Disse Luana. – Agora vamos terminar com essa garota de uma vez. –
Ela começou a caminhar em direção a Judyy. Quando estava bem próxima olhou nos
olhos da garota, que não demonstravam emoção alguma. – No fim, você nem é tão
ameaçadora quanto parece. – Luana ergueu os braços e entrelaçou os dedos. –
Adeus. TROVÃO...
Mas antes
que pudesse proferir o nome do golpe o gelo que prendia Judyy a parece brilhou
e explodiu jogando Luana direto para onde estava Matheus.
– Seus
poderes são realmente impressionantes, Cisne de gelo... Mas eu gostaria de
lutar com você sozinha, então irei matar primeiro o seu mestre. Circulo de
Fogo!
Ela apontou
o dedo indicador para Luana, que estava deitada no chão, uma poeira liberada de
seu dedo e atingiu o corpo da amazona, que foi envolvida por vários aros de
pedra, similares aos anéis de Saturno, em chamas.
“A técnica é exatamente o inverso do Círculo de Gelo...” Pensou
Luana, assustada.
– Agora morra, Aquário! – Gritou
Judyy apontando o punho para Matheus. – FAÍSCAS...
– Não tão rápido! – A voz de
Luana veio de cima de Matheus. – CIRCULO DE GELO! – Anéis de gelo começaram a
envolver a Amazona da coroa do Sol, que ficou instantaneamente imóvel. De
alguma forma Luana havia se livrado dos anéis de fogo. – Matheus, isso é uma
perda de tempo pra você. Me deixe aqui e vai salvar Larissa.
– Você tem certeza? – Perguntou
Matheus, que parecia estranhamente preocupado.
– É claro que eu tenho. Vai logo!
Matheus simplesmente balançou
positivamente a cabeça e correu até a saída da casa. Mas, antes que pudesse
chegar lá, ele parou.
– Luana...
– Sim?
– Por favor... Não morra... – Sem
esperar nem uma resposta ele saiu da casa.
Um sentimento de afeto por seu
mestre cresceu no peito de Luana. Ela não sabia explicar, mas depois de um mês
sendo treinada por ele na Sibéria ela passou, não só a admirar o garoto, mas ela
sentia como se ele fosse seu pai... Algo que ela só sentia por seu próprio pai
biológico.
Luana se voltou para a garota que
se intitulava “Cisne de Fogo” e olhou para ela, que começou a rir.
– Qual é a graça? Posso saber? –
Perguntou Luana.
– Eu achava que aquele chato não
fosse embora nunca. – Ao dizer isso fumaça começou a ser emanada de seu corpo e
os anéis de gelo que a envolviam derreteram. – Você não entendeu ainda, não é? –
Perguntou ela. – Você não tem a mínima chance agora que seu mestre se foi... Nesse
lugar quente, a vantagem é minha.
O estomago de Luana deu voltas
quando ela percebeu o que acabara de fazer. Um cavaleiro do gelo lutando num
local tão quente e tão próximo do sol era loucura. Seus poderes seriam
reduzidos pela metade, e ela tinha certeza que Matheus sabia disso.
– Isso não será problema. – Disse
Luana, tentando se manter controlada. – Vou derrotar você sem dificuldade.
– Isso é o que nós vamos ver.
Os punhos de Judyy pegaram fogo e
ela avançou. Luana se agachou para desviar do primeiro golpe ao mesmo tempo em
que seus próprios punhos ficavam congelados e ela tentava revidar.
Elas trocaram socos de forma
intensa e hostil. A cada ataque, um contra-ataque e assim a luta se seguia. Mas
não passou muito tempo antes que Luana pudesse sentir o calor afetando-a. Gotas
de suor desciam da sua testa e ela não conseguia mais manter os punhos
congelados com tanta facilidade, aos pouco as chamas com as quais Judyy
golpeava as mãos de Luana iam derretendo o gelo.
– Você vê?! – Gritou Judyy. – Não
tem como você me vencer no meu território! É impossível uma amazona do gelo,
vencer uma amazona da coroa do sol!
Ao ouvir isso uma parte do cosmo
de Luana explodiu virando poder. O gelo em seu punho havia derretido completamente,
mas ainda assim ela socou o estomago do Cisne de Fogo, e, ao entrar em contato
com ela, o poder bruto entrou em colapso, atirando a adversária para o chão
formando uma cratera.
– Não me diga que é impossível
fazer qualquer coisa... Porque é justamente o que dizem ser impossível, que eu
faço!
As duas se encararam por um curto
período de tempo e, sem mais nem menos, Judyy começou a gargalhar novamente.
– HAHAHA... Então você diz que
vai fazer o impossível? – Ela se pôs de pé. – Então o desafio está lançado.
Ela saltou acima da cabeça de
Luana e ergueu os punhos.
– FAÍSCAS DE RUBÍ!!!
Milhares de minúsculos pontos
vermelhos saíram do punho esquerdo do Cisne de Fogo e foram na direção de
Luana.
“Dessa vez a técnica é justamente o oposto do Pó de Diamante... Isso é
loucura!” Luana se levantou e correu em direção a parede na tentativa de
escapar da chuva de faíscas, e deu certo. Ao chegar na parede o ataque parou
antes que pudesse atingi-la.
– Você não vai escapar para
sempre! – Gritou Judyy. – FAÍSCAS DE RUBI!!!
– PÓ DE DIAMENTE!!!
O poder gerado pelas duas
técnicas entrou em choque, fazendo com que uma luz muito forte cegasse momentaneamente
os olhos das garotas. A pressão exercida pelas Faíscas de Rubi afetavam Luana
que ficava com os braços doloridos a cada segundo que passava, mas não era o único
problema. O calor do vapor emanado pelas paredes estava impedindo-a de usar
toda a capacidade do Pó de Diamante, deixando a técnica bem mais fraca que o
normal.
Aos poucos as Faíscas iam
derretendo o gelo que saía do punho direito de Luana o golpe se aproximava da
garota, até que a atingiu em cheio.
E o golpe queimava cada parte desprotegida
do corpo de Luana, eram como centenas de milhares de agulhas quentes perfurando
cada centímetro de sua pele. Até que o golpe parou e ela caiu no chão.
– Então você que vai realizar o
impossível? Eu acho que não...
– Não duvide de mim, sua vadia! –
Luana pulou e acertou uma tapa na cara de Judyy tão forte que apesar da pele
escura da garota era possível ver a marca de alguns dos dedos da amazona por
ali.
– Você quer tanto assim morrer? Tudo
bem... Eu vou dar o que você que.
O punho do Cisne de Fogo começou
a brilhar novamente, mas não como antes... Era como se fosse ferro em brasa e
atingiu Luana diretamente no estomago. A dor foi insuportável. Uma dor
completamente diferente daquela causada pelas Faíscas de Rubi. Aquele golpe
pareceu não só atingir o corpo físico da amazona, mas a sua alma também.
Mais dois golpes como aquele
atingiram Luana nas pernas e no rosto. Ela estava prestes a desmaiar quando
Judyy a segurou pelo pescoço e forçou-a a olhar para ela.
– Eu vou te mostrar uma coisa
antes de te matar...
Dizendo isso ela lançou uma bola
de fogo no telhado abrindo um buraco pelo qual se via o céu. Judyy levantou vôo
ainda segurando Luana pelo pescoço e parou em pleno ar.
– Agora veja! – Ela forçou a
amazona a abrir os olhos, e, quando o fez, fechou-os imediatamente. Ela estava
diretamente a frente do Sol. – É por isso que você não pode me vencer, porque
eu sou como o Sol... E nada pode congelar o Sol, principalmente você, que, ao
que parece não desenvolveu completamente o poder do gelo... Adeus... Cisne de
Gelo!
Usando a gola da armadura de
Cisne como apoio, Judyy atirou Luana com toda a força na direção do sol.
A medida que avançava o calor
aumentava rapidamente, e, em instantes a pele de Luana começava a queimar e sua
armadura a derreter...
“Por que... Eu não...
– Então quer dizer que nada pode ser congelado completamente, é isso? –
Perguntou Luana a Matheus um pouco confusa.
– Mais ou menos... – Explicou Matheus. – Entenda: Cada ser vivo, objeto
ou qualquer coisa do tipo é formado por moléculas, e essas moléculas são
formadas por átomos, que nunca param de vibra nem por um segundo, e essa vibração
é o que gera o calor, como o de nossos corpos.
“O objetivo da luta é destruir os átomos do adversário, mas, na técnica
congelante, o objetivo é fazer com que os átomos parem de vibrar.”
– Mas você acabou de dizer que os átomos nunca param de vibrar.
– Exatamente, mas, a medida que a temperatura vai caindo essa vibração
diminui. O único jeito de fazer um átomo parar de vibrar completamente é
atingindo o Zero Absoluto.
– Zero Absoluto? O que viria a ser isso?
– É a temperatura que congela completamente todo e qualquer ser vivo...
273ºC abaixo de zero...
“Se o seu cosmo atingir essa temperatura, você será capaz de qualquer
coisa.
– Alguém já atingiu essa temperatura antes?
– Apenas duas pessoas... E você está falando com uma delas. – Matheus pareceu
ficar um pouco vermelho. – Luana... Se você atingir essa temperatura... Você
será capaz do impossível...
– Luana...
– Sim?
– Por favor... Não morra...
Luana acordou e não conseguia
mais respirar. Ela abriu os olhos e se assustou com o que viu.
Sua armadura estava completamente
derretida e sua pele estava completamente marcada com várias queimaduras horríveis.
Ela não podia olhar, mas ela sabia que atrás dela a gravidade do Sol lhe atraía
cada vez mais para a morte.
“Eu tenho que fazer alguma coisa...”
Ela se voltou para o templo e
olhou para a escadaria que ligava a terceira casa ao Salão de Apolo e pode ver
Matheus. Algo estava acontecendo. Ele estava debruçado sobre a escadaria e
tentava tirar a sua armadura.
“O calor...” Só podia ser isso... O calor continuou aumentando a
medida que ele se aproximava do Salão de Apolo a ma proporção que ele não
estava mais agüentando usar a armadura. Mas, se ele não conseguisse resistir a
isso ele não poderia salvar Larissa... E não só Larissa, mas o mundo.
“Eu preciso alcançar o Zero Absoluto... Mas eu estou na frente do sol. Como
é que eu vou esfriar de tal modo na frente da fonte de calor da humanidade? É
impossível...”
“– Luana... Se você atingir essa temperatura... Você será capaz do impossível...”
A voz de Matheus ressoou em seus
ouvidos.
“Ele disse que eu seria capaz... do... Impossível!”
Algo começou a acontecer com o
corpo de Luana. Aos poucos um tipo estranho de força começava a afastá-la do
Sol e, a medida que isso acontecia o corpo dela congelava. E o frio era bom.
Quando estava completamente envolvida pelo casulo de gelo um tipo de poder
começou a ser gerado em seu interior, e ele não só curava suas queimaduras mas
também restaurava a sua armadura.
E era um poder extraordinário!
Quando sentiu que estava
completamente recuperada forçou sua saída para fora do casulo de gelo, que
quebrou com uma explosão de luz.
Lentamente Luana olhou para as mãos
e percebeu seu sua armadura estava diferente, mais composta. Uma armadura
prateada com lindos detalhes dourados, que lembravam cisnes, cobriam cada centímetro
do seu corpo, sem deixar nada vulnerável, das suas costas brotavam grandes asas
prateadas.
“Kamui...”
Ela olhou para frente onde podia
ver o Cisne de Fogo olhando espantada para ela, como se não soubesse o que
fazer ou dizer.
“Esse teve ser o poder do Zero Absoluto... O poder que trouxe a Kamui até
mim... Então, se é assim, vamos ver o impossível acontecer.”
Com um rápido impulso Luana voou diretamente
para a garota, que levantou e entrelaçou os braços rapidamente.
– RELAMPAGO SOLAR!
A técnica que
era o inverso do Trovão Aurora se dirigiu diretamente para o rosto de Luana. Mas
ela simplesmente levantou o braço e a armadura refletiu o golpe, ela continuou
avançando. Quando estava perto o suficiente desferiu um soco no rosto de Judyy.
A garota
foi como um foguete em direção ao chão, que explodiu numa enorme cratera ao
entrar em contado com ela.
Luana mergulhou em alta
velocidade e parou bruscamente com a palma da mão direita a centímetros do
rosto de sua adversária e, sorrindo, disparou uma onda de energia cósmica bruta
em seu rosto, fazendo com que o buraco ficasse cada vez mais profundo e a
armadura do Cisne de Fogo começasse a se despedaçar.
– É,
garota. O impossível aconteceu.
Judyy se
levantou lentamente, com grande parte de seu corpo desprotegido e olhou
diretamente para Luana.
– Você
ainda não me matou... Não tem poder suficiente para isso.
– Esse... –
Luana flexionou os joelhos e ergueu os braços entrelaçados. – É o verdadeiro
poder do Cisne de Gelo. EXECUÇÃO AURORA!
Um raio de
poderosa energia gelada saiu dos braços da amazona e atingiu em cheio o peito
de Judyy, que gritou até que lhe faltou ar nos pulmões. Quando a energia cessou
o Cisne de Fogo caiu no chão congelado dos pés a cabeça. Em seus olhos nada
restava elem de uma bola branca e sem vida.
Sem perder
tempo Luana saltou para o telhado da terceira casa para ter uma visão ampla da
escadaria que levava ao salão de Apolo. E lá estava Matheus, inconsciente com
partes de sua armadura ao longo da escadaria, suas costas nuas mostravam horríveis
queimaduras.
– Eu tenho
que fazer alguma coisa, mas o que?!
De repente
uma idéia maluca ocorreu a amazona, mas talvez desse certo.
Ela fechou
os olhos e concentrou todo o poder de seu cosmo em suas mãos, e uma energia
muito poderosa começava a se concentrar ali. Luana não pôde ver, mas sua aura
começou a se expandir e se estendeu até as casas anteriores a até o salão onde
Apolo estava.
Quando uma
quantidade considerável de energia estava reunida em seus punhos ela gritou e
liberou toda aquela energia para o céu. E seu plano começava a dar certo.
Uma camada
grossa de gelo começava a se formar em volta do templo de Apolo e impedir a
passagem dos raios solares, a temperatura do ambiente começava a cair drasticamente.
Quando o templo ficou completamente envolto por uma enorme esfera de gelo ela
parou, respirou um pouco, saltou do telhado e subiu as escadas rapidamente até
onde Matheus estava.
A medida
que subia ela recolhia partes da armadura de ouro de Aquário que estavam caídas
no chão. Até que encontrou Matheus sentado num dos degraus respirando fundo.
– Aquilo
foi completamente incrível... – Disse ele ofegante quando ela se aproximou.
– Não foi
nada... Você está bem?
– Bem
melhor... Obrigado por pegar minha armadura, passa ela pra cá...
Luana
entregou o que havia recolhido e ele foi vestindo, ele estava protegido apenas
da cintura pra baixo. Depois de alguns segundos ele estava completamente
equipado novamente e olhou para Luana com o costumeiro olhar encorajador.
– Vamos até
o templo de Apolo... Juntos!