Matheus
de Aquário.
Depois de
vestir minha armadura eu e Luana retomamos a subida até o salão de Apolo, onde
nós, finalmente, iríamos enfrentar Erik. Eu ainda não sabia bem o que pensar.
Estava tentando o máximo possível passar calma e tranqüilidade para as meninas,
mas ficava cada vez mais difícil de eu mesmo me acalmar. Mas eu havia ficado
mais confiante desde que saí da casa de Cygnus 168. Depois daquele calor
infernal quase me matar eu consegui ver o quanto Luana havia progredido, a
ponto de se tornar uma amazona celeste e entrar para a lista de cavaleiros de
gelo a alcançar o Zero Absoluto. Ainda assim eu não conseguia de deixar de
olhar para cima de vez em quando para ver se o casulo de gelo continuava
intacto... Mas ele permanecia lá, imponente, forte, inquebrável.
– Você está
bem? – Perguntou Luana, com a voz apreensiva.
– Sim,
estou ótimo... Não precisa se preocupar. – Eu falei, tentando parecer firme
mais uma vez.
– Para de
fazer isso... – Luana parou e me puxou pelo braço, de forma que eu me virasse e
a encarasse. – Você não precisa dar uma de durão, ok? Eu posso sentir esse seu
nervosismo...
–
Desculpa... – Eu suspirei e tirei o elmo da cabeça. – É que eu estou... Estou
com...
– Medo?
– É... –
Falei deixando os ombros caírem. – De alguma forma dessa vez é diferente. Se eu
não conseguir parar Erik... Parte do meu mundo vai embora... Eu não pensei
muito nisso na última guerra, mas o peso dos sentimentos, esperanças e destinos
de, literalmente, todo mundo parecem estar nas minhas costas...
– É um peso
grande, não é? – Luana olhou nos meus olhos. – Você não pensou nisso da última
vez, e venceu... Tenta não pensar nisso dessa vez...
“É fácil falar...”
– Tudo
bem... – Falei. – Vamos continuar subindo!
– Existe
algum plano para quando chegarmos lá? – Perguntou ela.
– Na
verdade sim... Assim que chegarmos lá temos quer cuidado, lógico. Mas não
inicie uma batalha antes de acharmos Larissa.
– Por quê?!
– Luana parecia confusa.
– Imagine a
seguinte situação: Eu e você chegamos lá, e de pé na nossa frente se encontra
Erik. Antes de sequer pensar em mais nada nós atacamos, mas ele desvia e nosso
golpe atinge a parede, e essa era a parede onde Larissa estava presa. – Ao fim
Luana sacudiu a cabeça como se quisesse espantar tais pensamentos. – É para
evitar coisas assim que temos que achá-la antes de qualquer coisa. Certo?
–
Entendido. – Ela parecia confiante.
Nós nos
aproximávamos cada vez mais do salão, e à medida que subíamos eu ia
concentrando meu cosmo para dentro do meu corpo, como uma forma de poupar
energia para a luta.
Alguns
segundos mais tarde nós estávamos em frente à entrada da última casa do templo
de Apolo. Um enorme e detalhado desenho do Sol se mostrava imponente acima do
portão de entrada. Eu e Luana caminhamos lentamente para dentro da casa.
Era um
salão enorme e iluminado por várias tochas, que eram inúteis, pois a casa não
tinha teto deixando a iluminação por conta do próprio Sol. O lugar se
assemelhava ao Coliseu de Roma, mas em uma versão compacta e sem os lugares
para a platéia, a nossa frente havia uma porta dupla de madeira envernizada com
várias gravuras cravados como se contasse um tipo de história.
– Isso é
estranho. – Disse Luana. – Eu não sinto nenhuma presença aqui dentro. Você
sente?
– Não. Nem
mesmo a de Larissa. O que está acontecendo.
De repente
o pior dos pensamentos me ocorreu: “Era
tudo uma armadilha. Ele não está aqui... Nós fomos enganados.”
– Matheus,
olha! – Falou Luana apontando para a lateral da casa.
Uma imagem
de Erik estava encostada na parede, a mesma imagem envolta em chamas que ele
havia enviado para nós quando estávamos no auditório.
– Meus
parabéns, cavaleiros de Athena. – Falou ele com uma voz irônica. – Jamais
imaginei que vocês chegariam até aqui, mas... Aí estão vocês!
– Onde
Larissa está, desgraçado?! – Gritou Luana para ele.
– Se eu
fosse você, me preocuparia mais com a minha própria vida, para depois pensar em
salvar a vida dos outros...
Luana
correu em direção a ele, mas eu a parei.
– Não é
ele... Atacar essa imagem não vai afetá-lo em nada. Ignore-o!
– Siga o
conselho do seu mestre... É melhor para você.
Luana
tremeu um pouco e flocos de neve caíram do seu punho.
– Agora me
diga... – Falei. – Onde você está?
A imagem
sorriu e correu até nós. Por puro instinto nós entramos em posição de defesa,
mas sabíamos que não podíamos fazer nada. Quando estava a poucos centímetros de
nós ela se abaixou e pôs a palma da mão no chão. Fomos envoltos por um
turbilhão de chamas, mas elas não transmitiam calor e nem dor nenhuma. Eu e
Luana nos entreolhamos confusos.
Quando o
fogo baixou, nós não estávamos mais no salão de Apolo e o Sol não estava mais
acima de nós, lá só havia o espaço com suas inúmeras estrelas. Não havia mais
paredes nos cercando e bem a nossa frente estava uma enorme estátua de Apolo da
mesma altura da de Athena que se encontrava no Santuário.
Um calor
dez vezes maior do que aquele que havia no templo começou a nos açoitar. Meu
corpo começou a suar cada vez mais e as queimaduras começavam a arder.
“O desgraçado mudou o palco da luta para
ganhar vantagem, ele sabia que não conseguiria derreter o casulo.” Pensei.
–
Matheus... – A voz fraca de Luana soou a minha esquerda. Ela estava no beirada
do salão olhando para baixo. – Vem ver isso.
Ao chegar
meus olhos quase cegaram. Nós estávamos exatamente em cima do sol, e mais
adiante podíamos ver o templo de Apolo envolto no casulo de gelo que Luana fez.
– Vocês
realmente pensaram que aquele igluzinho de merda poderia me deter? – A voz de
Erik soou as nossas costas. – Vocês só podem ser loucos!
E ele
estava completamente diferente do que eu me lembrava. Seus cabelos escuros e
oleosos deram lugar a chamas que saíam do seu couro cabeludo, seus olhos
estavam completamente vermelhos. E seu corpo estava protegido pela Kamui de
Apolo. Era uma armadura de uma tonalidade alaranjada, mas não como as armaduras
dos filhos de Apolo ou dos Cavaleiros da Coroa do Sol, era um alaranjado um
pouco avermelhado que ofuscava sua vista se você olhasse por muito tempo.
Em suas
costas, ainda fazendo parte da armadura se mostrava a imagem de um grande Sol,
que se assemelhava a uma rosa-dos-ventos.
Ele sorria
para nós de forma confiante e ao mesmo tempo perversa e vingativa.
– Quer
dizer que você não trouxe Lays junto? Que pena... – Falou ele ironicamente. –
Bom, já que ela não veio acho que posso matar uma de suas melhores amigas para
saciar a sede de vingança. – Ele agora sorria para Luana de forma estranha.
– Onde
Larissa está? – Perguntei com a voz firme.
– Quer
saber... Eu vou te dizer, mas só porque eu tenho certeza de que você não
conseguirá me vencer. Olha lá em cima...
Ele apontou
para a testa da enorme estátua de Apolo que se encontrava a nossa frente. E,
presa dentro de um buraco na testa do deus mitológico, estava Larissa, aparentemente
desacordada. Algumas queimaduras marcavam seu rostinho.
– Luana...
– Falei baixo e sem tirar os olhos da estátua de modo que Erik não percebesse.
– Você acha que consegue fazer outro casulo como aquele, aqui?
– Tenho
certeza.
– Então eu
vou distraí-lo, enquanto você faz outro. Tente fazer mais resistente, já que
estamos mais próximos do Sol. E tente ser mais rápida, não sei por quanto tempo
vou conseguir segurá-lo... Agora! – Gritei.
Luana
automaticamente levantou vôo sua aura prateada começou a tomar conta de seu
corpo. Erik percebeu na hora o que ela estava atentando fazer e pulou ao seu
encontro. Sua aura vermelhe também apareceu e me deixou completamente
assustado. Era muito mais poderosa do que a de Guilherme, era a mais poderosa
que eu já sentia em toda a minha vida.
Mas, sem
poder ter muito tempo para ficar pasmo, eu também pulei e me interpus entre
Luana e ele, que continuava se aproximando. Eu levantei a perna me preparando
para chutá-lo e mandá-lo de volta ao chão, mas tudo que eu pude ver foi o seu
sorriso prepotente, e em seguida eu estava chutando o ar. Nenhum segundo depois
o grito de dor de Luana entrou em meus ouvidos e uma cratera estava aberta no
chão.
Tudo havia
acontecido muito rápido, no meio tempo em que eu chutava o ar Erik foi para
trás de Luana e golpeou-a nas costelas, fazendo com que ela fosse atirada no
chão abrindo o buraco, do qual ela saia um pouco tonta.
– Me
desculpe meus amigos... Mas se essa é toda a força que vocês têm, e se esse é o
seu plano de defesa, sugiro que revise suas táticas e desistam. Porque assim
você nunca irão me vencer... – Ele falava com ar de superioridade na voz.
Ignorando o
meu adversário, eu desci até a cratera e olhei para Luana.
– Você está
bem?!
– Sim...
Mas eu nunca vi nada como aquilo... Ele não utilizou o tele transporte, foi
tudo pura velocidade...
Eu voltei
meus olhos para Erik que estava acima de nós apenas observando.
O calor do
ambiente começava a me afetar, a armadura também não ajudava, pois conduzia o
calor, fazendo com que as queimaduras ardessem e ficassem mais profundas.
–
Precisamos pensar em alguma coisa... – Falou Luana.
– Eu sei
disso! Mas eu não consigo pensar em nada. – Minha cabeça estava a mil, mas nada
conseguia ser eficiente o suficiente para combater o poder de Erik.
– Eu não
sou mais quem era quando você me enfrentou da última vez... – Disse ele já no
chão e olhando para nós. – Naquele dia eu ainda não tinha despertado
completamente como Apolo, mas agora é diferente! Nenhum poder pode superar o
meu!
Ao meu lado
a respiração de Luana era entrecortada. Ela não aparentava estar muito cansada,
mas os ferimentos da batalha anterior e os novos adquiridos na queda começavam
a consumir sua energia. Eu precisava de um plano.
A energia
cósmica que eu estava acumulando antes de entrar no salão começava a pulsar
dentro de mim, mas, mesmo se seu a liberasse agora, ela não estaria no nível da
de Erik.
–
Matheus... – Luana falou ofegante. – Vá até Larissa e tire ela do lacre...
– O que
você está dizendo garota?! Eu não posso deixar você sozinha com ele!
– Presta
atenção na estátua... – Eu olhei diretamente para onde Larissa estava e o
terror tomou conta de mim. – Ela esta cada vez mais dentro, não é?
Ela tinha
razão. Quando nós chegamos ao palácio Larissa estava apenas presa a testa de
Apolo por algemas, agora uma parte da estátua estava começando a envolver sua
barriga, como se a estátua a estivesse absorvendo.
– Ah...
Então quer dizer que vocês perceberam? – Falou Erik se aproximando cada vez
mais de nós. – É exatamente isso que vocês estão vendo. A estátua esta se
alimentando da garota e de seu poder cósmico, que será transferido para mim
assim que a absorção estiver completa!
– E o que
você pretende fazer com esse poder? – Perguntou Luana, assustada.
–
Destruição! – Falou ele sorrindo psicoticamente. – Não há razão para um mundo
de pessoas fracas existirem. Assim que o poder tiver sido transferido para mim,
toda a raça humana será exterminada, e eu começarei um novo mundo, a partir das
chamas. A Fênix Solar.
A tensão
caiu sobre meus ombros e a responsabilidade começava a me sobrecarregar. Eu
precisava relaxar se não tudo estaria perdido.
– Matheus,
se acalme. – Disse Luana. – Agora vá até Larissa! Eu seguro ele!
Ao grito de
Luana eu comecei a correr em direção a estátua, olhando para trás eu pude ver
Erik correndo na minha direção.
– Você não
vai passar! – Gritou Luana.
Com um
movimento das duas mãos ela fez brotar enormes estacas de gelo de uma ponta a
outra do palácio, impedindo a passagem de Erik. As estacas conseguiram
atrasá-lo, e os gritos de Luana mais uma vez invadiram meus ouvidos, mas eu
continuei em frente.
Chegando ao
pé da estátua em levantei vôo e cheguei à testa. E lá estava Larissa. Seus
cabelos cor de caramelo estavam manchados de fuligem, seu pijama mostrava
buracos de queimaduras aqui e ali e ela tinha feias queimaduras nas bochechas.
Sua cabeça pendia para frente, mas sua respiração era visível. A estátua
lentamente envolvia as laterais do seu estômago.
Eu
direcionei um pouco de energia para a mão direita na intenção de congelar a
parte que prendia Larissa e destruí-la, para que não a machucasse. Mas o grito
mais assustador que eu já ouvira em toda a minha vida saiu da boca de Luana e
eu voltei minha atenção para o chão.
As estacas
de gelo levantadas por Luana estavam completamente destruídas e a garota estava
caída no chão olhando em direção a Erik, que estava com a palma da mão voltada
para ela. Mas, antes que eu pudesse ter qualquer reação, uma corrente de chamas
saíram de sua mão e envolveram minha aprendiza num turbilhão de chamas.
– Agüenta
mais um pouco, pequena. – Falei olhando para Larissa e desci voando.
Ao pousar
eu me deparei com uma Luana completamente queimada. Os únicos lugares não
atingidos foram as bochechas, olhos e testa, mas nada do seu queixo para baixo
escapou.
Usando a
energia que já estava em minha mão direita eu construí outro casulo de gele em
volta de Luana, eu sabia que ela já havia sido curada, ou no mínimo descansado
um pouco ali dentro, depois me voltei para Erik.
– Você vai
pagar... – Eu falei olhando em seus olhos.
– Farei com
você o mesmo que fiz com ela, garoto. – Disse ele. A expressão brincalhona e
irônica havia fugido completamente de seu rosto. – Mas farei pior, muito pior
com a sua namoradinha assim que encontrá-la!
A raiva que
tomou conta de mim ao ouvir aquelas palavras alimentou a energia que estava
sendo acumulada no meu corpo, e começou a pulsar, como se implorasse para ser
liberada.
– Tome
cuidado com suas palavras... – Falei. – Podem ser as últimas que você vai
proferir na vida!!!
Com um
grito de fúria eu liberei toda a energia acumulada em meu corpo e fui dominado
pelo poder gélido. Eu podia sentir que meu cosmo estava bem mais poderoso do
que há algumas horas atrás, mas ainda assim havia um belo abismo entre o meu
cosmo e o de Erik. Mesmo assim eu ataquei.
Comecei
desferindo socos de direita e esquerda em seu rosto com a velocidade mais alta
que eu conseguia, mas ele desviava de cada um com extrema facilidade.
– Você não
pode me tocar. – Ao ouvir isso eu senti seu joelho em meu estômago. A dor do
golpe foi imensa e sangue espirrou involuntariamente da minha boca. Eu caí no
chão de joelhos. – Você não pode tocar um deus... – E seu calcanhar atingiu minhas
costelas fazendo mais algumas gotas de sangue saírem de minha boca.
Eu pude
sentir o punho de Erik se dirigindo às minhas costas e, com um movimento de
braço, rolei para o lado e assisti ao golpe abrir um enorme buraco no chão.
O calor
agora começava a cobrar um preço maior, eu já não estava mais tão veloz como
antes, minha pele estava tostando e eu não podia mais contar com a ajuda de
Luana.
– Você é um
tolo, garoto. – Falou Erik se agachando e olhando para o meu rosto. – Porque
você ainda tenta salvar aquela menininha? Vale tanto a pena assim morrer por
outras pessoas?
– É claro
que sim... – Falei com a voz ofegante.
– Então me
explique, porque eu não entendo.
– Porque eu
amo cada uma das pessoas que eu tento salvar, e eu não me importo de morrer por
essas pessoas. Acima da minha felicidade... Está a felicidade de quem eu amo!
– Você é
louco. – Disse Erik rindo como um louco. – Não há razão para defender pessoas
fracas, como aquela sua aprendiza ali. Não há razão para proteger a sua
namorada... Porque vai chegar a hora em que ela vai fazer com você o mesmo que
fez comigo!
– Isso
nunca vai acontecer!
– Como você
pode ter tanta certeza?
– Porque eu
posso dar a ela o que você não deu. Amor de verdade, sem pedir nada em troca.
– Idiota...
– A expressão dele ficou séria de repente. – Você não vai conseguir. Porque
você é fraco...
Alguma
coisa naquelas palavras despertou algo em mim que eu mesmo não sabia que
existia. Uma enorme quantidade de poder começou a nascer dentro de mim e ir
para a ponta dos meus dedos. E eu podia controlar esse poder, que para mim
parecia sem limites.
Eu
lentamente me levantei e estava preparado para resolver o primeiro dos meus
problemas.
Com o
movimento de uma das mãos eu fiz com que as pedras de gelo que restavam da
parede que Luana construiu flutuassem e se expandissem. Eu mesmo iria construir
o casulo de gelo que impediria a passagem do calor.
Erik
percebeu meu plano e tentou me atacar para que eu não prosseguisse, mas eu
agora podia ver cada um de seus movimentos com clareza, era como se ele se
movesse em câmera lenta.
Eu pude ver
seu punho direito vindo contra o meu rosto. Com uma das mãos eu desviei a
trajetória do golpe e com a outra lancei uma onda de energia congelante em seu
estômago O impacto do golpe atirou meu inimigo para longe e ficou olhando para
mim estarrecido com uma expressão que misturava surpresa e ódio.
Com isso eu
voltei minha concentração para terminar o casulo, que depois de poucos segundos
estava pronto. Mas algo me assustou. Ao olhar para Erik eu o vi envolto por uma
aura vermelha e negra e a sua cosmo-energia aumentava a cada segundo.
– Quem você
pensa que é? – Falou ele olhando para mim, ao levantar o rosto eu pude ver um
fino corte em sua bochecha, uma gota de sangue descia de lá. – Quem você pensa
que é para arrancar sangue de um deus? Você é só um cavaleiro inútil que luta
por um propósito ridículo! VENDAVAL DA COROA DO SOL!!!
Um
turbilhão de chamas envolveram o meu corpo e minha pele começou a sofrer sérias
queimaduras. Meu poder ia diminuindo gradativamente e quando o ataque cessou eu
não podia mais me mexer.
Meus
sentidos iam se perdendo pouco a pouco, eu não conseguia mais me levantar e
minha visão começava ficar embaçada.
A última
coisa que eu me lembro daquele momento foi um forte clarão, Mariana correndo
até Erik e Lays vindo em minha direção.