quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Capítulo 16 - Futuro

    Miguel de Gêmeos.
            
          E a luta pela vida de todos havia finalmente começado. Começado bem mal, diga-se de passagem. Com algumas horas de luta o cosmo de John desapareceu em seguida o de Rayssa, e o de Soraya havia acabado de explodir para depois começar a enfraquecer, Miguel pôde ver a estrela cadente se dirigindo a Peixes e o cosmo da amazona sumiu.
            Três cavaleiros de ouro mortos. Estava bem pior que da última vez, ninguém poderia subestimar esses filhos de Apolo, caso contrário também morreria.
            Miguel não sabia bem o que procurar... Não havia sentido nenhuma presença agressiva até agora, então ele simplesmente seguia sua intuição. Mas porque cargas d’água ela estava levando-o para o horto?
            Ao chegar lá ele pôde contemplar a enorme estátua do Pe. Cícero, que tinha em torno de uns dez metros de altura. O local era lindo e de lá se podia ver toda a cidade, que seria uma visão agradável em um dia comum, para um turista comum, mas agora a visão era de destruição. Havia incêndios aqui e ali, e aos olhos atentos do cavaleiro podiam-se perceber alguns carros deixando a cidade.
            A população estava em pânico absoluto. Mas isso não era algo que os cavaleiros pudessem resolver, o máximo que podiam fazer era terminar com todos os filhos de Apolo, o mais rápido possível para assegurar que mais nada seria destruído.
            – Isso tudo é uma loucura... – Sussurrou Miguel para si mesmo.
            Ao que parecia sua intuição estava errada, não havia nada ali em cima. Miguel se preparava para sair, e quando estava se virando uma voz chegou até ele.
            – Enfim, o cavaleiro de Gêmeos aparece! – Falou a voz, uma voz que não era nenhum pouco estranha. – Estive esperando por você.
            – Quem está aí?
            Das sombras a sua frente se materializou um cavaleiro com uma armadura completamente macabra que protegia o seu corpo. Nela havia vários olhos, por todos os lados, de forma que Miguel se sentiu completamente enojado. Na cabeça no cavaleiro não havia nada além de uma máscara.
            – Confesso que eu não fazia idéia de que era você, Miguel...
            – Nós nos conhecemos? – Perguntou o cavaleiro, pondo-se em posição de ataque.
            – Sim, cara...
            O cavaleiro retirou a máscara mostrando seu rosto. Um rosto redondo e cabelo curtinho, seus olhos eram pequenas fendas escuras e seu sorriso deixava claro que sua surpresa era real.
            – Caio? – Miguel arregalou os olhos.
            – Confesso que eu nunca imaginei que tivesse que acabar logo com você, cara. – Disse Caio, com um falso arrependimento na voz. – É uma pena.
            – O que quer dizer com isso? – Disse Miguel entrando em posição de combate.
            – Quero dizer... – A medida que Caio se aproximava seus punhos brilhavam ameaçadoramente. – Que não só vou lutar contra você, eu vou acabar com você.
            Ao dizer isso ele desferiu um golpe no rosto de Miguel, que por sua vez desviou com facilidade para a direita. O que surpreendeu o cavaleiro o joelho de seu inimigo esperando do lado no qual se esquivou. Miguel recebeu o golpe em cheio, o que o deixou atordoado.
            Miguel se levantou lentamente. Tudo estava girando. O cavaleiro não perdeu tempo e logo tornou a revidar, mas os golpes eram esquivados por Caio muito facilmente, como se ele soubesse onde exatamente ele iria atacar.
            – Você não pode me tocar, Gêmeos... – Ele falava calmamente como se a adrenalina da batalha não o afetasse em nada.
            “Como ele faz isso?
            Não havia golpe que o filho de Apolo não se esquivasse, e isso frustrava Miguel. Então ele se concentrou, e pôde sentir a energia se concentrando na palma de suas mãos.
            – OUTRA DIMENSÃO!
            Uma grande bola de energia foi criada em volta do corpo de Caio, que o levaria para outra dimensão aleatória.
            Mas o inesperado aconteceu, com um giro Caio criou um furacão de fogo que dissipou completamente a bola de energia.
            – Nada do que você tente vai funcionar, garoto... Desista.
            Caio correu até Miguel e mirou uma voadora em seu peitoral. Lançando as costas para trás o cavaleiro conseguiu se esquivar do golpe, mas ainda em pleno ar, Caio girou num mortal e acertou um pontapé no queixo de Miguel, que caiu com força total no chão, abrindo um buraco.
            – Como? – Disse Miguel, ofegando e se levantando lentamente. – Parece que você sabe exatamente o que eu vou fazer...
            – Eu sou o filho de Apolo que representa as profecias. Eu posso prever o que você vai fazer antes mesmo de acontecer. – Disse Caio com um sorriso no rosto.
            Isso realmente explicava muita coisa, mas se o que ele dizia fosse realmente verdade Miguel teria sérios problemas. “Tem que haver uma forma de derrotá-lo.
            Miguel se apressou em correr até ele. Caio podia prever todos os seus ataques, mas ficar parado pensando não ajudaria em nada. Miguel tentou acertar um soco no rosto do inimigo, mas foi facilmente evitado com uma esquiva para a direita. Miguel tentou um chute no lado esquerdo do corpo, mas caio previra o que ele ia fazer e segurou sua perna, girou e atirou Miguel na base da estátua.
            – É impossível... Não tem como vencê-lo. – disse Miguel para si mesmo.
            – Enfim você entendeu... Pretende se entregar?
            – É claro que não! – Gritou Miguel de volta. – Desistir não vai me levar a nada! E eu sei que tem um jeito de te derrotar!
            – Ah é? Me diz qual...
            – Eu ainda não sei... Mas eu vou descobrir!
            Miguel correu mais uma vez na direção do seu oponente lançando uma saraivada de golpes, que não faziam o menor efeito, já que ele se esquivava de todos.
            A intensidade da batalha fez com que eles se afastassem da estátua e se aproximassem da beirada da serra, mais alguns passos e eles cairiam no abismo
– Vamos lá, Gêmeos! Desista! Você não vai conseguir me derrotar!
Miguel não deu ouvidos. Percebendo que eles estavam na beira do precipício ele se atirou para cima do oponente, na intenção de atirar a ambos no buraco. Mas Caio levantou vôo o que fez com que apenas o cavaleiro caísse.
Mas isso não era desesperador, Miguel explodiu o cosmo e se lançou para cima, ficando na mesma altura que Caio atrás dele o cavaleiro podia ver que já estavam um pouco distantes da estátua.
– Vamos lá, Miguel, facilite as coisas... Você mesmo sabe que não pode me vencer... – Disse Caio. – Seja razoável...
– Você não entende mesmo, não é? – Replicou Miguel. – Se eu não parar você agora, muitas pessoas vão sofrer e é meu dever impedir isso!
– Ah, faça-me o favor! Como você pode lutar por pessoas que você nem conhece? Pessoas que se estivessem no seu lugar não levantariam um único dedo pra te ajudar?
– Eu sei que a maioria dessas pessoas não me ajudaria se estivessem no meu lugar, mas isso não quer dizer que elas não tenham sentimentos, que elas não sejam capazes de amar e sonhar! “Além disso, tem uma pessoa que eu quero ver segura...” – Essa última parte Miguel apenas pensou, e ao fazer isso o rosto dela lhe veio à mente.
Com um sorriso obcecado no rosto Caio se lançou contra o cavaleiro de Gêmeos, que desviou dos primeiros golpes, mas logo recebeu um soco muito potente no estômago que o fez vomitar sangue.
Eu tenho que tentar...” Miguel concentrou-se mais uma vez e sentiu a energia se dirigindo para os braços.
– OUTRA DIMEN...
– Não, você não vai fazer isso, amiguinho!
Antes que o golpe estivesse completo, Caio subiu no ar e desceu em queda livre de punho erguido em direção a Miguel, que ficou sem reação, e o soco foi certeiro e potente na sua cara.
O cavaleiro estava em queda livre em direção ao chão, e não consegui se virar para planar por conta da velocidade na qual caia. Ele podia sentir a nuca esquentando, e o previsível aconteceu, ele caiu de cabeça no chão, abrindo uma enorme cratera no local.
Três coisas que o cavaleiro pôde perceber. Primeira: Ele estava vivo. Segunda: O impacto do golpe o deixou completamente tonto e terceira: Seu elmo estava completamente destroçado, provavelmente fora ele que o salvara da morte certa.
Miguel ficou em pé e tudo a sua volta começou a girar, ele cambaleou um pouco enquanto retirava com dificuldade o elmo que já não serviria pra muita coisa. Quando sua visão voltou ao normal ele saltou para fora do buraco.
Foi com enorme preocupação que ele reconheceu a parte de cidade na qual viera a cair. Era o bairro dela. E não apenas isso, era a rua dela. Ele teria que arrumar um jeito de levar a batalha para longe dali. O cavaleiro se preparava para levantar vôo novamente quando Caio pousou bem na sua frente.
– Então você sobreviveu... – Disse o filho de Apolo com uma surpresa real no rosto. – O poder de resistência das armaduras de ouro me impressiona, qualquer outra pessoa que caísse de uma altura e velocidade tão grande não teria sobrevivido.
Miguel não tinha o que responder. Posicionou-se em postura de combate e se preocupou apenas em levar Caio para longe dali. Ele então correu na direção do inimigo e saltou para cima de uma das casas e de lá começou a correr para o mais distante possível dali.
– Ah, não vai não! – Gritou Caio.
O filho de Apolo se tele transportou para ficar bem no meio do caminho de Miguel e, sem nem ao menos pisar no chão, acertou-lhe uma voadora no tórax que fez com que ele voltasse para o local onde estivera inicialmente.
– Então existe uma pessoa especial que mora por aqui, não é? – Perguntou Caio com um sorriso maligno no rosto. – Mas onde será que ela mora? Acho que vou ter que olhar de casa em casa, não é?
O desespero tomou conta de Miguel. Caio se dirigia agora para a primeira casa a sua esquerda. Ao chegar bem na frente uma aura alaranjada tomou conta do seu corpo, ele reuniu uma energia entra a palma das mãos e atirou contra a casa, que instantaneamente pegou fogo.
– Seu psicopata! Pare com isso.
Miguel correu na direção de Caio e, pela primeira vez conseguiu acertar um golpe. O chute foi certeiro no rosto do inimigo e ele cambaleou para trás. Aproveitando que ele tinha se desconcentrado Miguel reuniu todo seu poder na palma da mão direita.
– EXPLOSÃO GALÁTICA!
A força da explosão de duas galáxias se chocando tomou conta do corpo de Caio, que gritou de agonia enquanto o poder consumia seu corpo.
Quando a tempestade passou, ele caiu no chão, mas se levantou rapidamente com um olhar completamente enlouquecido no rosto.
– Como você conseguiu? – Perguntou ele num sussurro ameaçador. – Não importa, foi pura sorte. Te desafio a fazer de novo!
Miguel não precisou ouvir duas vezes, correu até o inimigo e tentou socá-lo no rosto, mas ele se esquivou para a direita e revidou o golpe com uma joelhada no estomago, ele tentou mais uma vez com uma cotovelada na nuca, mas Caio se abaixou e levantou vôo mais uma vez.
O cavaleiro de Gêmeos fez o mesmo, já pegando impulso com o punho direito para desferir um golpe. Mas Caio já estava preparado. Ele lançou uma bola de fogo na direção de Miguel, que conseguiu ser rápido o suficiente para se defender com os braços, mas, quando a fumaça passou, ele viu o punho do seu inimigo vindo em sua direção, e o golpe fez com que ele caísse de costas no muro de uma das casas e os escombros caíram por cima dele.
Aparentemente não havia ninguém na casa, pois Miguel não ouviu nenhum grito vindo de lá “Graças a Deus.”. Com uma explosão de energia ele saiu de baixo dos escombros. Caio pousou na sua frente.
– Viu? Você não consegue... VISÃO FUTURA!
O filho de Apolo ergueu os braços acima da cabeça, formando um “X” e seus olhos começaram a emanar um brilho alaranjado e intenso e Miguel pôde sentir uma mudança leve no ambiente. Mas foi só isso. Os olhos de Caio voltaram ao normal e ele baixou os braços.
– O que? – Perguntou Miguel com cara de confuso. – Só isso, não vai acontecer mais nada?
Uma vez que Caio não respondeu Miguel partiu para cima mais uma vez e tentou acertá-lo, só que, mais uma vez, ele se esquivou de todos os ataques.
Com uma velocidade enorme o filho de Apolo segurou no pescoço de Miguel e o atirou de volta aos escombros da casa. Miguel se levantou mais uma vez, mas dessa vez para ver a coisa mais perturbadora da sua vida. Caio estava virado exatamente para a casa da pessoa que Miguel queria proteger e já se preparava para incendiá-la.
– NÃÃÃÃO! – Miguel gritou e correu, correu como nunca fizera antes.
Mas algo lhe impediu de avançar. O clima no ambiente mudou mais uma vez e ele sentiu uma saraivada de golpes flamejantes acertando todo o seu corpo e uma dor insuportável começou a atingi-lo. Depois de alguns minutos ele caiu no chão. Todo o seu corpo estava ardendo em chamas, mas não havia tempo para gemer de dor, ele tinha que impedir Caio de continuar com o ataque. Mas já era tarde de mais.
            Quando ele estava bem perto seu adversário disparou e toda a casa começou a incendiar.
            Sua atenção não estava mais voltada para seu inimigo, mas sim para dentro da casa. Sem se importar com mais nada, ele adentrou a casa em chamas e começou a gritar.
            – Sefora! Sefora! Onde você está?!
            – Miguel? Miguel, eu estou aqui no meu quarto!
            Ele não perdeu tempo e adentrou o quarto da garota. Ela estava deitada em sua cama, que estava envolta em chamas.
            – Miguel, o que está acontecendo?!
            – Não há tempo pra explicar, eu tenho que te tirar daqui! Onde estão os seus pais?!
            – Passaram a noite fora, eu estou sozinha!
            – Não, não está! Eu estou aqui com você!
            Dizendo isso ele correu e atravessou as chamas, pegou Sefora no colo e saiu correndo de lá. Chegando lá fora ele correu para o mais distante possível da casa, quando estavam a uma distancia relativamente segura ouviu-se uma explosão vinda da casa dela.
            Ele pôs a garota no chão e se ajoelhou ao lado dela.
            – Você está bem? – Perguntou ele, tentando manter a calma.
            – Sim estou, mas o que é isso que você ta vestindo?
            – Não há tempo para explicar, eu quero que você me ouça com atenção...
            Miguel não conseguiu terminar a frase, pois a voz de Caio chegou até ele.
            – Ora, ora, ora... O que temos aqui? Então você conseguiu salvar a garota, hein? Mas que sorte...
            Miguel sabia que não seria seguro ficar ali entre Sefora e Caio, com certeza ele tentaria atingi-la de alguma maneira. Então ele pôs a palma da mão no chão e com as últimas forças que tinha projetou um escudo invisível de energia cósmica.
            – Pronto, agora me escute... – Disse ele se voltando para a amiga.
            – Não dê as costas para mim! – Gritou Caio avançando no escudo e esmurrando-o sem parar.
            – ... quando eu der o sinal, você vai correr o máximo que puder, entendeu? Não pare por nada nesse mundo!
            – Mas e você? – Disse ela com lágrimas nos olhos.
            – Eu vou ficar bem. Mas você tem que fazer o que eu estou dizendo.
            Ela simplesmente acenou com a cabeça. Miguel se virou para Caio pronto para baixar o escudo. O inimigo ainda socava o escuto com todas as forças.
            – Agora! – Gritou Miguel baixando o escudo ao mesmo tempo em que Sefora saia correndo do lugar.
            Caio partiu para cima de Miguel, que, pela segunda vez na batalha, acertou um soca na cara do inimigo. “Ele se desconcentrou mais uma vez!
            – EXPLOSÃO GALATICA!
            A onda de energia saiu da palma da mão direita de Miguel, mas de nada adiantou. Caio se tele transportou para trás de Miguel, evitando o golpe e lhe acertando um pontapé nas costas.
            – Você vai morrer, Gêmeos! Mas antes eu vou matar a garota! – Disse ele com um sorriso maligno no rosto.
            Ele segurou Miguel pelo pescoço e se tele transportou mais uma vez, dessa vez para outra rua não muito longe dali, onde Sefora se encontrava sentada em posição fetal e chorando copiosamente. Ela ergueu a cabeça e viu Caio jogando Miguel no chão bem na sua frente.
            – MIGUEL! – Ela gritou e correu até ele. – O que você fez?! – Gritou ela, dessa vez para Caio.
            – Minha cara, eu sinto muito... Mas você irá morrer assim como ele...
            O desespero tomou conta da expressão de Sefora, um gemido de agonia saiu de sua boca, seguido de uma lágrima que descia pelo seu olho direito.
            Miguel se ajoelhou e ficou de frente para ela.
            – Me desculpe te envolver nisso... – Dizia ele enquanto enxugava aquela lágrima. – Eu vou tentar consertar as coisas, eu prometo que vou tentar.
            – Eu confio em você. – Disse Sefora, com a voz firme.
            Miguel então se levantou e abriu os braços de modo que ficasse entre Sefora e o filho de Apolo.
            – Você não vai triscar um único dedo nela! – Disse ele com a voz firme.
            – Tente me impedir!
            O cavaleiro então se jogou contra Caio e o abraçou, concentrando todo o poder da Explosão Galática no centro de seu corpo.
            – Desculpe Sefora, mas esse é o único jeito! Adeus! – Disse ele para a amiga.
            – Seu tolo! O que você pensa que vai fazer?!
            Miguel então começou a liberar o poder destrutivo enquanto levantava vôo.
            – Maluco! Desse jeito nós dois vamos morrer!
            – Se com isso eu estiver criando um meio de mantê-la segura, eu não me importo! EXPLOSÃO...
            – Errado, Gêmeos. O único que vai morrer aqui é você...
            Caio deu uma cabeçada em Miguel, deixando-o atordoado o suficiente para afrouxar o abraço, depois o empurrou e se distanciou dele. “Até mais!” Disse Caio apenas mexendo os lábios e sorrindo antes de se tele transportar.
            E era tarde de mais, não havia como controlar o poder do golpe.
            – ... GALATICA!
            Toda a energia atingiu Miguel com toda a força e ele sentiu a dor proporcionada pelo seu próprio golpe. Depois que a dor passou ele entrou em queda livre até cair. Curiosamente, ele caiu no mesmo lugar no qual estava a segundos atrás.
            – MIGUEL! – Mais uma vez o grito de Sefora chegou aos seus ouvidos. – Meu Deus, você está bem?!
            – Me desculpe, por favor, me desculpe... Eu juro que tentei, mas não consegui ser tão forte.
            – Não, não, não. Está tudo bem, eu sei que você tentou... – Dizia ela aos prantos.
            Como um último esforço Miguel ergueu o braço e tocou no rosto de Sefora, enxugando mais uma vez as lágrimas. E a última coisa que o cavaleiro de Gêmeos fez, foi sorrir para aqueles olhos brilhantes e castanhos.
            Sefora se jogou sobre o corpo de Miguel e chorou copiosamente, chorou até sentir que os olhos iam secar.
            – Isso não é justo. – A voz de Caio chegou até ela. – Ele que se matou, não eu quem o matei... Eu preciso matar alguém...
            Seu punho começou a emanar um estranho brilho alaranjado e ele o ergueu ameaçadoramente para Sefora.
            – E esse alguém, é você!
            Ele disparou o golpe e Sefora se encolheu de medo, mas antes que o golpe chegasse até ela, a voz de Claudino chegou aos seus ouvidos.
            – Sinto muito, mas você não vai fazer isso bebê! – Gritou ele segurando o punho de Caio com apenas uma das mãos. – Não se preocupe Sefora. Eu não vou deixar ele te machucar!

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