Carol
de Leão
E diante de
Carol, estava o rosto que ela jamais imaginara encontrar.
– Wesley...
– A voz de Carol saiu tremida e quase sussurrada. – Porque você...
A fala de
Carol foi interrompida. Wesley rapidamente se atirou sobre ela e lhe acertou um
soco no rosto.
– Não
interessa! – Gritou ele.
E mais uma
vez ele tentou acertá-la. Mas dessa vez não foi tão fácil. Carol parou o golpe
com uma das mãos, e seu corpo começou a emanar um brilho dourado, seu olhar era
vago, como se a pressão do soco não a afetasse.
– Ele
confia em você... – Disse ela. – E aqui está você, traindo a confiança dele! –
Ela passou a gritar. – Você não merece a amizade dele!
O punho
livre de Carol brilhou intensamente e socou o estomago de Wesley, depois, com
um chute, fez com que seu inimigo levantasse vôo. O golpe foi bem sucedido, mas
o fogo tomou conta do corpo filho de Apolo, como se ele fosse o verdadeiro
Tocha Humana, e ele começou a planar.
– Lays, eu
volto daqui a pouco. Segure as pontas enquanto isso.
Dizendo
isso Carol levantou vôo.
Enquanto a
amazona subia, a raiva e a indignação tomavam conta de sua circulação. “Como ele tem tanta coragem?!” Carol
gritava internamente. “Matheus sempre foi um dos seus melhores
amigos, mas aí está ele... Lutando contra tudo que Matheus acredita... Qual é o
problema dele?!”
Wesley
olhava sua aproximação sem se mexer nem dar o menor sinal de medo, a olhava com
um olhar de predador, que não pensaria duas vezes antes de matá-la. O olhar de
um louco.
Carol se
concentrou o máximo que a sua raiva permitia e reuniu todo o poder que tinha em
um único golpe.
– RELAMPAGO
DE PLASMA!
– Não vai
funcionar! – Gritou Wesley de volta.
Com uma
única mão, o filho de Apolo conteve os feixes de luz que saíam do punho de
Carol. E ele sorria.
– Como
você..?
– Um mesmo
golpe não funciona duas vezes contra um filho de Apolo... – Sussurrou ele. – Eu
terei a minha vingança!
Com o poder
do Relâmpago de Plasma completamente contido em suas mãos, ele pegou impulso e
rebateu o ataque, que Carol, surpresa e sem a menor reação, levou em cheio,
fazendo com que ela voltasse vários metros para trás.
O poder
dele já não era mais o mesmo. Da última vez que eles se encontraram (que Carol
nunca desconfiara que fosse ele) seu cosmo era inconstante e ele era ingênuo.
Completamente ao contrario do que ela estava sentindo agora. A questão era: O
que teria acontecido com ele para que ele evoluísse tanto em questão de
semanas?
Carol se
reergueu a procura do inimigo, no exato momento em que ele vinha como um jato
em sua direção, com o punho erguido.
– Vamos,
garota! Vamos dançar!
O golpe foi
rápido e preciso, mas nada que Carol não conseguisse ver e evitar com sucesso.
A amazona se protegeu com os braços cruzados em forma de “X”, o impacto foi
grande, mas não tão grande que a fizesse perder o controle.
Como
resposta ela lançou um pequeno feixe de luz, que foi rebatido com facilidade
pelo inimigo com uma leve tapa. Porém, mal sabia ele que aquilo era só
distração. Sem deixar que Wesley tivesse tempo nem para abaixar o braço, Carol
lhe atingiu com uma voadora em seu rosto, o impacto o levou para longe dela.
Mas o plano da amazona já estava traçado.
Com o
auxílio do tele transporte, Carol se dirigiu para o lado oposto o qual estava,
onde pode ver claramente as costas Wesley se aproximando rápido. Seu punho
emanou um brilho ameaçador e quando seu adversário estava próximo o suficiente
ela lhe acertou um soco na espinha dorsal.
Como se ele
fosse uma bolinha de Pinball batendo nos obstáculos Wesley recebeu o ataque que
fez com que sua trajetória fosse invertida para o local inicial. Mas uma vez,
com a ajuda do tele transporte, Carol mudou de posição. Dessa vez para cima.
Ela esperou
o momento exato em que Wesley passaria por baixo dela, quando esse momento chegou
a amazona ergueu os braços, entrelaçou as mãos e desceu um golpe que foi
certeiro na cabeça do filho de Apolo.
Carol pode sentir um pouco de
sangue molhando suas mãos antes que Wesley disparasse como um foguete de volta
para o chão. A fumaça tomou conta do ambiente lá em baixo. Antes de descer
também Carol tentou achar Lays, quando a entrou viu que ela estava travando uma
difícil batalha em cima do prédio do Banco do Nordeste.
Resistindo ao impulso de ir lá
ajudar, Carol voltou a terra firma a procura do seu inimigo, que estava
soterrado num buraco criado por ele mesmo. O buraco não era fundo, então a
amazona simplesmente esticou o braço e o tirou lá de dentro.
Seu rosto exibia cortes feios,
seu elmo estava completamente destroçado e sangue escorria de seu nariz e sua
boca.
Apesar disso, ele sorriu.
– Você é rápida... – Disse ele
com a voz fraca e ofegante. – Parece um raio cortando os céus num dia de
tempestade...
– Não me venha com elogios agora,
garoto. – Rebateu Carol. – Agora me diz: Porque você está fazendo isso? Você
sabe que Matheus é um cavaleiro, não sabe? Sabe que ele, nesse exato momento,
corre um risco sério de vida só pra salvar todo mundo aqui, não é?
– É claro que eu sei...
– Então por quê?! Vocês são
amigos!
– Poder...
– Como é?! – Carol estava
completamente confusa. – O que diabos você quer dizer com isso?!
– Porque eu não me tornei um
cavaleiro? O que ele tem que eu não tenho?
Carol sentiu o sangue indo parar
nas suas bochechas de tanta raiva, sua cara estava começando a ficar vermelha.
Ela ergueu o filho de Apolo e o atirou no chão com toda a força, como se fosse
um boneco. Outro buraco se abriu no chão, mas não na proporção do primeiro.
– Você é idiota, garoto?! –
Gritou Carol. – Você pensa que isso aqui é fácil? De tempos em tempos alguns
maníacos tentarem destruir a terra e a responsabilidade disso tudo estar em
nossas mãos? – Ele a olhava sem a menor expressão facial. – E fazer isso para
pessoas que você não sabe quem são, de onde vieram e que você sabe que nunca
vão te dar o reconhecimento que você merece?! Isso não é fácil...
– Então porque você luta por isso
afinal? – Rebateu ele. – Da forma que você fala até parece que não gosta
disso... Que não gosta do que faz...
Nesse momento a vista de Carol
escureceu, sua mão tocou a cicatriz em seu ombro direito e sua mente foi levada
a outro lugar, há alguns anos no passado...
– Papai, por favor, não... – Disse Carol chorando estendendo os braços
para que seu pai a pegasse no colo.
– Não se preocupe, menina. Nós voltamos logo...
– Mas eu não quero ficar aqui sozinha... Me leva junto.
– Não Carol... – Disse sua mãe. – Hospital não é lugar para uma criança
de sete anos ficar.
– Além do mais, você já é uma criança crescida. – Disse seu pai,
sorrindo. – Precisamos de alguém vigiando a casa, certo?
Carol estava sem entender. Seu pai era louco, ou o que? Deixar a casa
nos cuidados de uma garotinha de sete anos era um absurdo, os pais de nenhuma
de suas amigas fizeram isso. Mas mesmo assim o fato de que seu pai confiava
nela de tal forma a deixava orgulhosa de si mesmo.
– Então, o que me diz? – Perguntou seu pai ainda sorrindo. – Você é capaz
de cuidar da casa por alguns minutinhos?
– Sou! – Disse Carol se contorcendo para sair do colo do pai. Até porque,
como poderia parecer forte o suficiente para defender a casa estando molhada
pelas lágrimas e com o rosto melado de catarro?
– É assim que eu gosto! – Disse ele pondo-a no chão. – Então me prometa
duas coisas. Primeira: Não abra a porta pra ninguém, se baterem, deixem pensar
que não tem ninguém em casa. Segundo: Se tiver qualquer problema, ligue pra
mim, eu venho o mais rápido que eu puder. Promete?
– Prometo. – Disse Carol sorrindo.
– Ótimo. Cuidado, hein!
Sua mãe chegou perto e a abraçou apertado. Com isso os dois saíram
deixando-a sozinha.
– Eu posso proteger a casa. – Falou Carol para si mesma. – Certo,
Pantera? – Disse ela, se dirigindo ao gato que ela tinha em casa.
Para seus pais e sua irmã ele era apenas mais um dos muitos animais de
estimação dentro de casa, mas, para ela, ele era especial. Talvez por causa da
cor do seu pelo, um negro profundo que a fazia lembrar a noite, e quando ele
sentava sob a luz do luar, era como se ele adquirisse alguns tons de prata,
como os da lua. Ou talvez simplesmente pelo fato dele estar sempre com ela.
E com sempre ela quis dizer SEMPRE mesmo. Para onde ela fosse ele
estava atrás, como se fosse um tipo de guarda costas felino.
– Pantera? Onde você se meteu?
Ela foi até a varanda e lá estava ele, olhando fixamente para a lua
cheia (que estava particularmente linda naquela noite), deitado no chão
parecendo uma esfinge. Seu pelo, como sempre, brilhando intensamente com a luz
da lua.
Ele virou a cabeça lentamente na direção de Carol, que abafou um grito
de horror com as mãos.
O que havia acontecido com aqueles olhos verdes? Eles tinham adquirido
um tom completamente branco e macabro, mas estava mudando. Íris negras e
completamente humanas estavam surgindo naquele mar branco.
Ele se levantou e caminhou lentamente na direção de Carol, e, enquanto
caminhava, ele se transformava.
Asas metálicas começavam a surgir em suas costas, enquanto seu pelo
caía revelando uma camada de pele completamente metálica. A cada passo que dava
seu peso se apoiava nas patas de trás que estavam virando pés humanos cobertos
por uma estranha armadura negra. Ele estava crescendo. Suas patas dianteiras já
não eram mais patas, eram mãos, também protegidas por uma armadura.
Carol não queria olhar para o seu rosto, mas a curiosidade era mais
forte do que ela. Ao baixar as mãos ela viu algo que ficou marcado em sua mente
desde então. Lá estava o rosto do seu gato, duas vezes maior do que o normal,
encarando-a fixamente.
Mas aquele rosto estava mudando. Os pêlos do rosto lentamente sumiam
enquanto os da cabeça cresciam, assumindo forma humana. Ao fim da mutação Carol
olhava para um homem de feições duras e com cabelos negros como a noite.
Ela berrou.
E correu, correu o mais rápido possível em direção ao telefone. Seu
pai! Ele poderia protegê-la, o homem estava seguindo-a. Ela pulou em direção ao
telefone, mas o homem a segurou pela perna, fazendo com que ela apenas
triscasse no fio e deixasse o fone cair.
O homem a segurou firme nos braços e correu novamente para o terraço.
Quando eles estavam na parte a céu aberto ele parou, admirou um pouco o céu e
depois saltou.
E, de repente, eles estavam voando. Carol podia ver sua casa se
distanciando cada vez mais.
– SOCORRO!!! – Ela gritava a plenos pulmões, mas o vento era forte de
mais para qualquer pessoa ouvir.
– É aqui que você fica. – Disse o homem, pendurando a garota por apenas
um braço.
E a soltou.
Carol não conseguia mais gritar, estava assustada de mais, tudo que ela
fazia era girar em pleno ar. Houve um momento em que ela girou de forma que
ficasse olhando para o céu.
Ela pode ver o homem que a soltou, mas viu também outra coisa.
Algo brilhante como uma estrela
cadente estava indo depressa em direção ao homem, era um brilho diferente do
dele. Era mais intenso, como o brilho aconchegante do sol. As duas luzes
entraram em choque, e Carol teve a impressão de ver o choque entre o sol e a
lua.
Ela não conseguiu mais enxergar
nada, apenas uma luz forte que a obrigou a fechar os olhos.
Ela girou mais uma vez, dessa vez de
forma que olhasse para o chão. Ele estava perto, bem perto. Carol apertou os
olhos esperando pelo impacto que não veio.
– Abra os olhos garota, não tenha
medo! – Disse uma nova voz. Tão severa quanto a do homem que a jogara do alto,
mas essa tinha uma “Q” de pai. Não era fria, era acolhedora.
Ao abrir os olhos Carol pode ver que
estava nos braços de um homem forte que usava uma armadura dourada que protegia
todo seu corpo. Na ponte do seu nariz havia uma fina cicatriz, seus olhos eram
escuros, mas não eram mais escuros que seus cabelos, que de tão escuros davam a
impressão de serem azuis.
– Você está a salvo agora...
– Por favor, vamos descer... –
Suplicou Carol.
– Certo... – Disse ele.
Quando chegaram lá o homem a pôs nos
chão e a olhou nos olhos. Olhou tão fundo e tão intensamente que deixou Carol
com medo.
– Você está bem? – Perguntou ele.
– Estou com medo... – Disse ela.
– Me prometa uma coisa: Nunca mais
tenha medo de nada... Nunca. – Dizendo isso o homem se dirigiu até a parte
descoberta do terraço e se preparou para levantar vôo. – Mais uma coisa. –
Disse ele. – Não conte nada do que aconteceu para ninguém.
– Certo. – Disse Carol. Quando o
homem ia saindo ela o parou. – Espere! Quem é você? Porque você me salvou?
– Algum dia você saberá... – Disse
ele.
– Posso pelo menos saber o seu nome?
– Ikki. – Dizendo isso ele puxou uma
pena alaranjada com o estranho aspecto ameaçador e atirou sobre ela. A pena foi
até o seu braço e fez um corte profundo, logo depois voltou para a mão do
homem. – Adeus.
Sua visão
voltou ao normal apenas para ver Wesley vindo para cima dela. Um soco firme a
acertou no rosto, e outro fez com que ela fosse atirada contra uma árvore.
Wesley
caminhou até ela e a olhou por um tempo, como se esperasse uma resposta.
– Então...
Leão... Pelo que você luta?
– Aquele
homem. O meu Mestre. Ele não me conhecia, nem tinha motivo algum para ter me
salvado, mesmo assim ele o fez. Fez porque acreditava em mim, fez porque viu
que eu era capaz de qualquer coisa, se eu quisesse... – Ela se levantou
lentamente. – Eu luto, não por ele, mas pelas pessoas como eu, e pelas pessoas
que ainda não descobriram a capacidade dentro de si.
Ela pegou
Wesley pelo pescoço, sua aura brilhava como nunca antes, e uma lágrima desceu
de seu olho.
– CAPSULA
DO PODER!
A explosão
de luz atingiu em cheio o rosto de Wesley, que ficou bem mais machucado do que
antes.
– Vamos,
cavaleiro do Fogo... Vamos terminar a nossa dança!
Wesley
ficou de pé, e ambos, ao mesmo tempo, levantaram vôo.
Em plena
decolagem ambos já estavam lutando, uma luta corpo a corpo, onde os dois
atacavam e os dois defendiam.
– Você não
vai me vencer tão fácil, amazona de Leão!
Dizendo
isso Wesley girou em pleno ar e acertou um chute com o peito do pé na bochecha
de Carol, a principio ela ficou um pouco atordoada, mas logo voltou ao normal.
E se
assustou.
O cosmo de
Wesley, por mais forte que estivesse, havia desaparecido completamente. Não
havia fagulhas brilhantes no ar sinalizando onde ele tinha ido, e sua presença
também não poderia ser sentida.
“Esse tipo de técnica é muito poderosa... Até
hoje só a linhagem de cavaleiros de ouro de Virgem dominaram-na perfeitamente.”
Um golpe
forte em seu estomago a fez parar de pensar. A amazona se contorceu de dor e
sangue saiu de sua boca.
Ela estava
certa, Wesley ainda estava lá. Com seu cosmo completamente encoberto. A questão
agora era: Como ela conseguiria vencer alguém que ela não podia ver, nem
sentir?
Ouro golpe
a atingiu, dessa vez na nuca.
– Então,
amazona de “ouro” – As aspas estavam explicitas nessa última palavra. – Você
não disse que conseguiria fazer qualquer coisa, se quisesse? Mostre-me do que é
capaz!
Outro golpe
a atingiu nas costas. Ela se virou rápido e socou o ar. Não havia como
derrotá-lo agora. Era impossível.
“Concentre-se garota!” De algum lugar no
seu subconsciente a voz a repreendeu. “Eu
sei que você é capaz, e você também sabe! Feche seus olhos e concentre-se!”
Era o que seu mestre sempre dizia em situações complicadas.
E foi
justamente o que ela fez.
Respirou
fundo, acalmando seus batimentos cardíacos, e fechou seus olhos para o sol
nascente.
A principio
nada aconteceu. Mas a chegada de mais um soco em suas costelas a fez ter uma
idéia de onde o seu adversário estava, e de repente, seus olhos o captaram. E
era como se ele se mexesse em câmera lenta. Ela pôde perceber cada detalhe de
sua aproximação, do modo como ele levantou o punho e tentava acertar sua testa.
Com um
movimento rápido e preciso Carol desviou o soco e o devolveu com um chute nas
costelas.
– Como você
conseguiu me ver?! – O tom de ironia que ele estava usando antes foi
substituído pelo terror. Ele estava com medo.
Mais uma
vez ele se aproximou, mas dessa vez ela o segurou pelo pescoço, e abriu
lentamente os olhos.
A pele
levemente morena de Wesley estava completamente pálida e o medo estava
implícito em suas feições duras.
– INVOCAÇÃO
DE FÓTONS!
A pele de
Carol começou a brilhar intensamente, e esse brilho aumentava na mesma
proporção que a palidez do filho de Apolo.
– O que
você vai fazer?! – Perguntou ele.
Carol subiu
um pouco, virou de cabeça para baixo, prendeu Wesley ao seu corpo e mergulhou
com ele em direção ao chão.
– Não,
vamos ambos morrer! – Gritava ele, desesperado.
– O único
que vai morrer aqui é você! ACELERAÇÃO DE FÓTONS!
Minúsculos
pontos dourados, semelhantes a pequenas estrelas cadentes começaram a circular
o corpo de Carol que pode sentir os batimentos cardíacos de Wesley se
acelerando de modo assustador.
– E esse é
o fim... – Sussurrou Carol no ouvido do adversário. – Do cavaleiro do fogo.
Quando ambos estavam próximos do chão a amazona pôs Wesley entre ela e o chão
fazendo com que ele amortecesse sua queda.
A poeira
tomou conta do ambiente e a única coisa que Carol pode ver foi os olhos de
Wesley encarando-a. Carol ergueu o punho e todas as minúsculas estrelas que a
circulavam se concentraram ali.
– EXPLOSÃO
DE FÓTONS!
A onda de
energia elétrica explodiu no peito de Wesley que instantaneamente se dissolveu
em poeira estelar.
Carol se
levantou lentamente e tentou sair da fumaça, ao sair se deparou com Lays que a
encarava com cara de assustada. Ele estava um pouco ofegante.
– Agora
sim. Nós podemos ir... Vamos?
– Vocês não
vão sem mim. – Mariana pousou na frente das duas com uma expressão séria. – Eu
vou junto.
As três não
disseram mais nada, se viraram para a enorme estrela que ainda brilhava, mesmo
sendo de manhã e levantaram vôo em direção a ela.
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