segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Capítulo 20 - Luz


Carol de Leão

            E diante de Carol, estava o rosto que ela jamais imaginara encontrar.
            – Wesley... – A voz de Carol saiu tremida e quase sussurrada. – Porque você...
            A fala de Carol foi interrompida. Wesley rapidamente se atirou sobre ela e lhe acertou um soco no rosto.
            – Não interessa! – Gritou ele.
            E mais uma vez ele tentou acertá-la. Mas dessa vez não foi tão fácil. Carol parou o golpe com uma das mãos, e seu corpo começou a emanar um brilho dourado, seu olhar era vago, como se a pressão do soco não a afetasse.
            – Ele confia em você... – Disse ela. – E aqui está você, traindo a confiança dele! – Ela passou a gritar. – Você não merece a amizade dele!
            O punho livre de Carol brilhou intensamente e socou o estomago de Wesley, depois, com um chute, fez com que seu inimigo levantasse vôo. O golpe foi bem sucedido, mas o fogo tomou conta do corpo filho de Apolo, como se ele fosse o verdadeiro Tocha Humana, e ele começou a planar.
            – Lays, eu volto daqui a pouco. Segure as pontas enquanto isso.
            Dizendo isso Carol levantou vôo.
            Enquanto a amazona subia, a raiva e a indignação tomavam conta de sua circulação. “Como ele tem tanta coragem?!” Carol gritava internamente. Matheus sempre foi um dos seus melhores amigos, mas aí está ele... Lutando contra tudo que Matheus acredita... Qual é o problema dele?!
            Wesley olhava sua aproximação sem se mexer nem dar o menor sinal de medo, a olhava com um olhar de predador, que não pensaria duas vezes antes de matá-la. O olhar de um louco.
            Carol se concentrou o máximo que a sua raiva permitia e reuniu todo o poder que tinha em um único golpe.
            – RELAMPAGO DE PLASMA!
            – Não vai funcionar! – Gritou Wesley de volta.
            Com uma única mão, o filho de Apolo conteve os feixes de luz que saíam do punho de Carol. E ele sorria.
            – Como você..?
            – Um mesmo golpe não funciona duas vezes contra um filho de Apolo... – Sussurrou ele. – Eu terei a minha vingança!
            Com o poder do Relâmpago de Plasma completamente contido em suas mãos, ele pegou impulso e rebateu o ataque, que Carol, surpresa e sem a menor reação, levou em cheio, fazendo com que ela voltasse vários metros para trás.
            O poder dele já não era mais o mesmo. Da última vez que eles se encontraram (que Carol nunca desconfiara que fosse ele) seu cosmo era inconstante e ele era ingênuo. Completamente ao contrario do que ela estava sentindo agora. A questão era: O que teria acontecido com ele para que ele evoluísse tanto em questão de semanas?
            Carol se reergueu a procura do inimigo, no exato momento em que ele vinha como um jato em sua direção, com o punho erguido.
            – Vamos, garota! Vamos dançar!
            O golpe foi rápido e preciso, mas nada que Carol não conseguisse ver e evitar com sucesso. A amazona se protegeu com os braços cruzados em forma de “X”, o impacto foi grande, mas não tão grande que a fizesse perder o controle.
            Como resposta ela lançou um pequeno feixe de luz, que foi rebatido com facilidade pelo inimigo com uma leve tapa. Porém, mal sabia ele que aquilo era só distração. Sem deixar que Wesley tivesse tempo nem para abaixar o braço, Carol lhe atingiu com uma voadora em seu rosto, o impacto o levou para longe dela. Mas o plano da amazona já estava traçado.
            Com o auxílio do tele transporte, Carol se dirigiu para o lado oposto o qual estava, onde pode ver claramente as costas Wesley se aproximando rápido. Seu punho emanou um brilho ameaçador e quando seu adversário estava próximo o suficiente ela lhe acertou um soco na espinha dorsal.
            Como se ele fosse uma bolinha de Pinball batendo nos obstáculos Wesley recebeu o ataque que fez com que sua trajetória fosse invertida para o local inicial. Mas uma vez, com a ajuda do tele transporte, Carol mudou de posição. Dessa vez para cima.
            Ela esperou o momento exato em que Wesley passaria por baixo dela, quando esse momento chegou a amazona ergueu os braços, entrelaçou as mãos e desceu um golpe que foi certeiro na cabeça do filho de Apolo.
Carol pode sentir um pouco de sangue molhando suas mãos antes que Wesley disparasse como um foguete de volta para o chão. A fumaça tomou conta do ambiente lá em baixo. Antes de descer também Carol tentou achar Lays, quando a entrou viu que ela estava travando uma difícil batalha em cima do prédio do Banco do Nordeste.
Resistindo ao impulso de ir lá ajudar, Carol voltou a terra firma a procura do seu inimigo, que estava soterrado num buraco criado por ele mesmo. O buraco não era fundo, então a amazona simplesmente esticou o braço e o tirou lá de dentro.
Seu rosto exibia cortes feios, seu elmo estava completamente destroçado e sangue escorria de seu nariz e sua boca.
Apesar disso, ele sorriu.
– Você é rápida... – Disse ele com a voz fraca e ofegante. – Parece um raio cortando os céus num dia de tempestade...
– Não me venha com elogios agora, garoto. – Rebateu Carol. – Agora me diz: Porque você está fazendo isso? Você sabe que Matheus é um cavaleiro, não sabe? Sabe que ele, nesse exato momento, corre um risco sério de vida só pra salvar todo mundo aqui, não é?
– É claro que eu sei...
– Então por quê?! Vocês são amigos!
– Poder...
– Como é?! – Carol estava completamente confusa. – O que diabos você quer dizer com isso?!
– Porque eu não me tornei um cavaleiro? O que ele tem que eu não tenho?
Carol sentiu o sangue indo parar nas suas bochechas de tanta raiva, sua cara estava começando a ficar vermelha. Ela ergueu o filho de Apolo e o atirou no chão com toda a força, como se fosse um boneco. Outro buraco se abriu no chão, mas não na proporção do primeiro.
– Você é idiota, garoto?! – Gritou Carol. – Você pensa que isso aqui é fácil? De tempos em tempos alguns maníacos tentarem destruir a terra e a responsabilidade disso tudo estar em nossas mãos? – Ele a olhava sem a menor expressão facial. – E fazer isso para pessoas que você não sabe quem são, de onde vieram e que você sabe que nunca vão te dar o reconhecimento que você merece?! Isso não é fácil...
– Então porque você luta por isso afinal? – Rebateu ele. – Da forma que você fala até parece que não gosta disso... Que não gosta do que faz...
Nesse momento a vista de Carol escureceu, sua mão tocou a cicatriz em seu ombro direito e sua mente foi levada a outro lugar, há alguns anos no passado...

Papai, por favor, não... – Disse Carol chorando estendendo os braços para que seu pai a pegasse no colo.
Não se preocupe, menina. Nós voltamos logo...
Mas eu não quero ficar aqui sozinha... Me leva junto.
Não Carol... – Disse sua mãe. – Hospital não é lugar para uma criança de sete anos ficar.
Além do mais, você já é uma criança crescida. – Disse seu pai, sorrindo. – Precisamos de alguém vigiando a casa, certo?
Carol estava sem entender. Seu pai era louco, ou o que? Deixar a casa nos cuidados de uma garotinha de sete anos era um absurdo, os pais de nenhuma de suas amigas fizeram isso. Mas mesmo assim o fato de que seu pai confiava nela de tal forma a deixava orgulhosa de si mesmo.
Então, o que me diz? – Perguntou seu pai ainda sorrindo. – Você é capaz de cuidar da casa por alguns minutinhos?
Sou! – Disse Carol se contorcendo para sair do colo do pai. Até porque, como poderia parecer forte o suficiente para defender a casa estando molhada pelas lágrimas e com o rosto melado de catarro?
É assim que eu gosto! – Disse ele pondo-a no chão. – Então me prometa duas coisas. Primeira: Não abra a porta pra ninguém, se baterem, deixem pensar que não tem ninguém em casa. Segundo: Se tiver qualquer problema, ligue pra mim, eu venho o mais rápido que eu puder. Promete?
Prometo. – Disse Carol sorrindo.
Ótimo. Cuidado, hein!
Sua mãe chegou perto e a abraçou apertado. Com isso os dois saíram deixando-a sozinha.
Eu posso proteger a casa. – Falou Carol para si mesma. – Certo, Pantera? – Disse ela, se dirigindo ao gato que ela tinha em casa.
Para seus pais e sua irmã ele era apenas mais um dos muitos animais de estimação dentro de casa, mas, para ela, ele era especial. Talvez por causa da cor do seu pelo, um negro profundo que a fazia lembrar a noite, e quando ele sentava sob a luz do luar, era como se ele adquirisse alguns tons de prata, como os da lua. Ou talvez simplesmente pelo fato dele estar sempre com ela.
E com sempre ela quis dizer SEMPRE mesmo. Para onde ela fosse ele estava atrás, como se fosse um tipo de guarda costas felino.
Pantera? Onde você se meteu?
Ela foi até a varanda e lá estava ele, olhando fixamente para a lua cheia (que estava particularmente linda naquela noite), deitado no chão parecendo uma esfinge. Seu pelo, como sempre, brilhando intensamente com a luz da lua.
Ele virou a cabeça lentamente na direção de Carol, que abafou um grito de horror com as mãos.
O que havia acontecido com aqueles olhos verdes? Eles tinham adquirido um tom completamente branco e macabro, mas estava mudando. Íris negras e completamente humanas estavam surgindo naquele mar branco.
Ele se levantou e caminhou lentamente na direção de Carol, e, enquanto caminhava, ele se transformava.
Asas metálicas começavam a surgir em suas costas, enquanto seu pelo caía revelando uma camada de pele completamente metálica. A cada passo que dava seu peso se apoiava nas patas de trás que estavam virando pés humanos cobertos por uma estranha armadura negra. Ele estava crescendo. Suas patas dianteiras já não eram mais patas, eram mãos, também protegidas por uma armadura.
Carol não queria olhar para o seu rosto, mas a curiosidade era mais forte do que ela. Ao baixar as mãos ela viu algo que ficou marcado em sua mente desde então. Lá estava o rosto do seu gato, duas vezes maior do que o normal, encarando-a fixamente.
Mas aquele rosto estava mudando. Os pêlos do rosto lentamente sumiam enquanto os da cabeça cresciam, assumindo forma humana. Ao fim da mutação Carol olhava para um homem de feições duras e com cabelos negros como a noite.
Ela berrou.
E correu, correu o mais rápido possível em direção ao telefone. Seu pai! Ele poderia protegê-la, o homem estava seguindo-a. Ela pulou em direção ao telefone, mas o homem a segurou pela perna, fazendo com que ela apenas triscasse no fio e deixasse o fone cair.
O homem a segurou firme nos braços e correu novamente para o terraço. Quando eles estavam na parte a céu aberto ele parou, admirou um pouco o céu e depois saltou.
E, de repente, eles estavam voando. Carol podia ver sua casa se distanciando cada vez mais.
– SOCORRO!!! – Ela gritava a plenos pulmões, mas o vento era forte de mais para qualquer pessoa ouvir.
– É aqui que você fica. – Disse o homem, pendurando a garota por apenas um braço.
E a soltou.
Carol não conseguia mais gritar, estava assustada de mais, tudo que ela fazia era girar em pleno ar. Houve um momento em que ela girou de forma que ficasse olhando para o céu.
Ela pode ver o homem que a soltou, mas viu também outra coisa.
            Algo brilhante como uma estrela cadente estava indo depressa em direção ao homem, era um brilho diferente do dele. Era mais intenso, como o brilho aconchegante do sol. As duas luzes entraram em choque, e Carol teve a impressão de ver o choque entre o sol e a lua.
            Ela não conseguiu mais enxergar nada, apenas uma luz forte que a obrigou a fechar os olhos.
            Ela girou mais uma vez, dessa vez de forma que olhasse para o chão. Ele estava perto, bem perto. Carol apertou os olhos esperando pelo impacto que não veio.
            – Abra os olhos garota, não tenha medo! – Disse uma nova voz. Tão severa quanto a do homem que a jogara do alto, mas essa tinha uma “Q” de pai. Não era fria, era acolhedora.
            Ao abrir os olhos Carol pode ver que estava nos braços de um homem forte que usava uma armadura dourada que protegia todo seu corpo. Na ponte do seu nariz havia uma fina cicatriz, seus olhos eram escuros, mas não eram mais escuros que seus cabelos, que de tão escuros davam a impressão de serem azuis.
            – Você está a salvo agora...
            – Por favor, vamos descer... – Suplicou Carol.
            – Certo... – Disse ele.
            Quando chegaram lá o homem a pôs nos chão e a olhou nos olhos. Olhou tão fundo e tão intensamente que deixou Carol com medo.
            – Você está bem? – Perguntou ele.
            – Estou com medo... – Disse ela.
            – Me prometa uma coisa: Nunca mais tenha medo de nada... Nunca. – Dizendo isso o homem se dirigiu até a parte descoberta do terraço e se preparou para levantar vôo. – Mais uma coisa. – Disse ele. – Não conte nada do que aconteceu para ninguém.
            – Certo. – Disse Carol. Quando o homem ia saindo ela o parou. – Espere! Quem é você? Porque você me salvou?
            – Algum dia você saberá... – Disse ele.
            – Posso pelo menos saber o seu nome?
            – Ikki. – Dizendo isso ele puxou uma pena alaranjada com o estranho aspecto ameaçador e atirou sobre ela. A pena foi até o seu braço e fez um corte profundo, logo depois voltou para a mão do homem. – Adeus.

            Sua visão voltou ao normal apenas para ver Wesley vindo para cima dela. Um soco firme a acertou no rosto, e outro fez com que ela fosse atirada contra uma árvore.
            Wesley caminhou até ela e a olhou por um tempo, como se esperasse uma resposta.
            – Então... Leão... Pelo que você luta?
            – Aquele homem. O meu Mestre. Ele não me conhecia, nem tinha motivo algum para ter me salvado, mesmo assim ele o fez. Fez porque acreditava em mim, fez porque viu que eu era capaz de qualquer coisa, se eu quisesse... – Ela se levantou lentamente. – Eu luto, não por ele, mas pelas pessoas como eu, e pelas pessoas que ainda não descobriram a capacidade dentro de si.
            Ela pegou Wesley pelo pescoço, sua aura brilhava como nunca antes, e uma lágrima desceu de seu olho.
            – CAPSULA DO PODER!
            A explosão de luz atingiu em cheio o rosto de Wesley, que ficou bem mais machucado do que antes.
            – Vamos, cavaleiro do Fogo... Vamos terminar a nossa dança!
            Wesley ficou de pé, e ambos, ao mesmo tempo, levantaram vôo.
            Em plena decolagem ambos já estavam lutando, uma luta corpo a corpo, onde os dois atacavam e os dois defendiam.
            – Você não vai me vencer tão fácil, amazona de Leão!
            Dizendo isso Wesley girou em pleno ar e acertou um chute com o peito do pé na bochecha de Carol, a principio ela ficou um pouco atordoada, mas logo voltou ao normal.
            E se assustou.
            O cosmo de Wesley, por mais forte que estivesse, havia desaparecido completamente. Não havia fagulhas brilhantes no ar sinalizando onde ele tinha ido, e sua presença também não poderia ser sentida.
            “Esse tipo de técnica é muito poderosa... Até hoje só a linhagem de cavaleiros de ouro de Virgem dominaram-na perfeitamente.
            Um golpe forte em seu estomago a fez parar de pensar. A amazona se contorceu de dor e sangue saiu de sua boca.
            Ela estava certa, Wesley ainda estava lá. Com seu cosmo completamente encoberto. A questão agora era: Como ela conseguiria vencer alguém que ela não podia ver, nem sentir?
            Ouro golpe a atingiu, dessa vez na nuca.
            – Então, amazona de “ouro” – As aspas estavam explicitas nessa última palavra. – Você não disse que conseguiria fazer qualquer coisa, se quisesse? Mostre-me do que é capaz!
            Outro golpe a atingiu nas costas. Ela se virou rápido e socou o ar. Não havia como derrotá-lo agora. Era impossível.
            “Concentre-se garota!” De algum lugar no seu subconsciente a voz a repreendeu. “Eu sei que você é capaz, e você também sabe! Feche seus olhos e concentre-se!” Era o que seu mestre sempre dizia em situações complicadas.
            E foi justamente o que ela fez.
            Respirou fundo, acalmando seus batimentos cardíacos, e fechou seus olhos para o sol nascente.
            A principio nada aconteceu. Mas a chegada de mais um soco em suas costelas a fez ter uma idéia de onde o seu adversário estava, e de repente, seus olhos o captaram. E era como se ele se mexesse em câmera lenta. Ela pôde perceber cada detalhe de sua aproximação, do modo como ele levantou o punho e tentava acertar sua testa.
            Com um movimento rápido e preciso Carol desviou o soco e o devolveu com um chute nas costelas.
            – Como você conseguiu me ver?! – O tom de ironia que ele estava usando antes foi substituído pelo terror. Ele estava com medo.
            Mais uma vez ele se aproximou, mas dessa vez ela o segurou pelo pescoço, e abriu lentamente os olhos.
            A pele levemente morena de Wesley estava completamente pálida e o medo estava implícito em suas feições duras.
            – INVOCAÇÃO DE FÓTONS!
            A pele de Carol começou a brilhar intensamente, e esse brilho aumentava na mesma proporção que a palidez do filho de Apolo.
            – O que você vai fazer?! – Perguntou ele.
            Carol subiu um pouco, virou de cabeça para baixo, prendeu Wesley ao seu corpo e mergulhou com ele em direção ao chão.
            – Não, vamos ambos morrer! – Gritava ele, desesperado.
            – O único que vai morrer aqui é você! ACELERAÇÃO DE FÓTONS!
            Minúsculos pontos dourados, semelhantes a pequenas estrelas cadentes começaram a circular o corpo de Carol que pode sentir os batimentos cardíacos de Wesley se acelerando de modo assustador.
            – E esse é o fim... – Sussurrou Carol no ouvido do adversário. – Do cavaleiro do fogo. Quando ambos estavam próximos do chão a amazona pôs Wesley entre ela e o chão fazendo com que ele amortecesse sua queda.
            A poeira tomou conta do ambiente e a única coisa que Carol pode ver foi os olhos de Wesley encarando-a. Carol ergueu o punho e todas as minúsculas estrelas que a circulavam se concentraram ali.
            – EXPLOSÃO DE FÓTONS!
            A onda de energia elétrica explodiu no peito de Wesley que instantaneamente se dissolveu em poeira estelar.
            Carol se levantou lentamente e tentou sair da fumaça, ao sair se deparou com Lays que a encarava com cara de assustada. Ele estava um pouco ofegante.
            – Agora sim. Nós podemos ir... Vamos?
            – Vocês não vão sem mim. – Mariana pousou na frente das duas com uma expressão séria. – Eu vou junto.
            As três não disseram mais nada, se viraram para a enorme estrela que ainda brilhava, mesmo sendo de manhã e levantaram vôo em direção a ela.

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