Aquela luz, onde eu tinha visto ela antes? Seja lá onde tinha sido ela desapareceu antes de eu descobrir. Vi-me em pé num lugar completamente branco, como que dentro de uma sala onde não havia móveis, nem janelas, nem portas, e tudo fosse branco.
– Pelo jeito você não gostou muito da decoração. – Aquela voz. A voz que eu pensava que nunca mais ouviria chegou aos meus ouvidos.
– Eduardo! Eu pensei que você tivesse morrido! – Só percebi como o comentário tinha sido tosco depois que ele já havia saído da minha boca.
Ele estava exatamente como dá última vez que eu o vira. Cabelo bagunçado, rosto manchado de terra, armadura em corpo e uma aura prateada a sua volta.
– HAHAHA! Depois de todo...
Não sei qual piada ele iria soltar, mas foi interrompida por uma onda de eletricidade que o atingiu bem no meio do peito.
– CALE A BOCA! – Gritou Dhiego, que também estava exatamente como eu me lembrava. Um olhar cruel e descontrolado no rosto, a supure de Sagitário como proteção, e uma aura escura que cheirava a morte ao seu redor.
Eduardo caiu alguns metros a minha frente. Eu tentei correr para ajudá-lo, mas Dhiego foi mais rápido. Ele saltou e ficou pairando acima de Eduardo. Desceu com uma velocidade sobrenatural, a mão fechada em punho e com a mira na cabeça de Eduardo. Quando estava a centímetros de atingir o alvo, Eduardo rolou e o soco atingiu o chão deixando um buraco no solo antes imaculado, não gostaria de pensar no estrago que teria acontecido se tivesse atingido seu destino original.
– Idiota! Por que você continua fazendo isso?! – Gritou Eduardo.
– Não interessa! – Disse Dhiego, socando Eduardo continuamente, mas todos os socos eram evitados por ele.
– Parem já com isso! – Eu gritei, mas foi como se não me ouvissem. Eu estava ficando impaciente com aquela troca de socos sem sentido, me concentrei e senti minha tradicional aura prateada (levemente parecida com a de Eduardo) tomar conta do meu corpo. – PÓ DE DIAMENTE! – Gritei, e o raio de gelo saiu do meu punho direito e, para minha surpresa, não atingiu nenhum dos dois, apesar da mira ter sido impecável, o ataque simplesmente atravessou seus corpos como se eles fossem apenas fantasmas.
Tremendo de frustração eu corri até os dois pra tentar separá-los, e foi aí que minha surpresa e frustração aumentaram. Quando eu me joguei sobre os dois, me preparando para o impacto de seus corpos com o meu, eu senti uma coisa gelada me atravessando. Quando me dei conta do que aconteceu eu já tinha caído de cara no chão e eles continuaram lutando. Eu, assim como meu golpe, eu tinha atravessado o corpo dos dois. Eu fiquei paralisado. Mas que diabos estava acontecendo?! Afinal, onde eu estava?! Mas eu fiquei surpreso cedo de mais. Quando me virei foi pra ver a cena mais perturbadora da minha vida.
– TROVÃO ATOMICO! – Gritou Dhiego e seu golpe atingiu em cheio o estomago de Eduardo, que por sua vez caiu no chão ofegante e tremendo. – Isto acaba aqui e agora. – Disse ele puxando o arco da parte de trás da armadura, a flecha de dentro do ombro e mirando no peito de Eduardo.
– Vamos, acabe logo com isso! – Gritou Eduardo.
– NÃO! – Eu gritei correndo em disparada para tentar impedir aquele desastre. Mas já era tarde. Dhiego soltou a corda do arco e...
– AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Eu acordei gritando junto com o som do despertador me avisando que faltava uma hora para o início da reunião. Aparentemente eu estava sozinho em casa, eu sabia que se houvesse alguém ali teriam vindo correndo saber o que estava acontecendo. Graças a Deus eu estava sozinho, não conseguiria falar sobre o meu sonho nem se eu quisesse.
Sentei lentamente na cama passando as mãos no rosto, como se, de alguma forma, isso fizesse a memória sumir. O que, obviamente, foi em vão. Mas o que aquele sonho queria dizer? Uma das coisas que eu aprendi durante o meu treinamento era que sonhos sempre queriam dizer alguma coisa, mas eu simplesmente não conseguia entender aquele. Dois dos meus antigos companheiros, um traidor e um herói. Se enfrentando num combate completamente sem sentido. E sem falar no fato de ambos estarem mortos... Mas, afinal, talvez fosse apenas um sonho.
Eu me levantei devagar e fui até o banheiro e tomei um banho demorado, na tentativa de que a água fizesse com que as lembranças fossem junto com ela ralo abaixo. Em vão, de novo.
Tomei meu café sem a menor pressa, tranquei a casa e literalmente desapareci dali.
Chegando ao Instituto, corri o mais rápido possível. E, novamente, Lays me esperava na porta da sala, só que dessa vez ela não estava com cara de sono. Ela correu até mim e me abraçou, um abraço que eu retribuí sorrindo.
– Como foi com o Mestre? – Perguntou ela, me dando um beijo rápido na bochecha.
– Acho melhor contar pra todo mundo de uma vez. Como foi com Erik?
– Do jeito que eu esperava que fosse. Ele foi embora com ódio da minha cara e provavelmente não vai mais olhar pra ela.
– Infantil como eu esperava. – Falei, revirando os olhos. – Vamos. Tem muita coisa que eu preciso contar.
Entrando na sala todos estavam em silêncio. Não havia conversa nem dos amigos mais íntimos. Fiquei me perguntando se seria melhor eu ter me atrasado de novo.
– E aí, galera?
– Oi! – Responderam todos em uni sono parecendo um bando de robôs.
– Nossa, que animação! – Falei com sarcasmo.
– Estamos no meio de uma guerra iminente. Como você sugere que fiquemos? – Falou Soraya de Peixes, secamente.
– Eu sei. Desculpe-me.
– Para com essa baboseira e fala logo o que você descobriu com o Mestre! – Lizandra de Áries praticamente ordenou.
– Certo, certo. Então, a viagem foi cansativa, mas valeu à pena. – Então eu contei pra eles tudo o que ouvi do Oráculo e as conclusões que eu e o Mestre tiramos a partir disso. Todos ouviram atentamente e alguns estavam de boca aberta. – Então, nós temos que achar as pessoas que nasceram com os cosmos dos cinco guerreiros e treiná-los o mais rápido possível. O portador da armadura de Apolo, seja lá quem for, pode estar reunindo o seu exercito agora mesmo.
– Mas como... – A pergunta que Lizandra estava formulando foi interrompida por batidas na porta. O silencio agradável que pairava sobre a sala se transformou num silencio pesado e tenso. – Quem poderá ser? – Lizandra se levantou e andou lentamente em direção a porta. O que aconteceu em seguida me deixou atordoado. Quando Lizandra estava esticando o braço para pegar na maçaneta houve uma explosão de puro fogo que fez com que a porta se dividisse em dois. O impacto fez com que Lizandra fosse jogada de costas contra a parede. Eu não consegui me mexer de tão surpreso que eu estava. Como o portador da armadura de Apolo conseguiu se preparar tão rápido? E, mais importante, como ele sabia onde nós estávamos. Eu senti um cosmo quente se elevando do outro lado da fumaça. Ele iria atacar de novo, eu tinha que fazer alguma coisa, mas Carol foi mais rápida, antes que o raio de fogo pudesse atingir o corpo vulnerável de Lizandra ela se jogou na frente e impediu que chegasse até ela. O impacto fez com que ela caísse por cima de Lizandra.
– CAROL! LIZANDRA! – Lays gritou, e correu até elas. Carol havia caído de bruços, ela virou para ver o estado das queimaduras, mas, para a surpresa e alivio de todos nós, ela tinha vestido a parte do peito de sua armadura de Leão antes de pular.
– Ninguém imaginava que eu fosse tão rápida, é ou não é? – Perguntou ela sorrindo, mas sua voz estava fraca.
Eu corri até a frente da porta e, antes que a pessoa atrás da porta pudesse atacar mais uma vez, eu elevei o Cosmo e ataquei:
– CIRCULO DE GELO! – Senti que o golpe atingiu o inimigo. A fumaça agora se dissipava. Todos ficaram em posição de batalha. Atrás da fumaça havia um cavaleiro trajando uma armadura alaranjada bem simples e envolta por delicados aros que circulavam em torno dos seus membros, no seu rosto havia uma mascara.
– Calma cavaleiros! Eu não tenho a intenção de machucar ninguém! – Disse o cavaleiro com uma voz calma. Como eu imaginava, meu ataque o havia acertado, além dos aros de sua própria armadura haviam aros de gelo criados por mim para paralisá-lo.
– Desculpe lhe informar, mas você já machucou alguém! Diga logo a que veio e eu prometo que sua morte será rápida e indolor. – Eu devolvi com veneno na voz.
– Eu vim em nome do portador da armadura de Apolo. Ele quer que eu mande um recado. Em especial para você Aquário e para Virgem. – Eu não podia ficar mais surpreso com isso, mas escutei atentamente. – Abre aspas: “Vocês vão pagar por tudo! Eu não vou deixar isso passar em branco, essa guerra poderia ter sido evitada, mas vocês fizeram suas escolhas e escolheram errado!” Fecha aspas. Foi por isso que eu vim, sinto muito pelos estragos. – ele elevou seu cosmo quente e derreteu meus anéis de gelo, depois um tornado de fogo surgiu ao seu redor e desapareceu junto com o cavaleiro, deixando apenas marcas de cinzas no chão.
Agora os olhos de toda a sala se voltavam para mim e para Lays, mas isso não importava agora. Eu olhei para ela e ela para mim e uma linha de compreensão pairou sobre nós. Era ele. Só podia ser ele. Ninguém mais teria motivo para querer se vingar de nós dois. Agora, o peso da nossa decisão parecia maior do que nunca.
– Vocês podem nos explicar o que acabou de acontecer aqui? – Perguntou Mariana.
– Nós já sabemos quem é o portador da armadura de Apolo. É ele não é? – Perguntei a Lays.
– Sim, só pode ser ele.
– Ele quem?! Desembucha logo de uma vez! – Mariana gritou de frustração.
– Erik. – Todos deram um assobio de surpresa.
– Erik? Aquele que estuda aqui? O que eu sempre pensei que fosse meio baitola? – Perguntou Claudino. Eu não consegui deixar de sorrir.
– É ele mesmo. Agente precisa achá-lo. – Falei virando para Lays.
– Mas eu não faço a menor idéia de onde ele possa estar. – Disse ela.
– Eu sei. – A voz de Lizandra saiu num gemido. – Quando eu estava vindo pra cá, eu o vi na moto dele perto da sua casa, Lays. Eu não sabia que ele era nosso inimigo, então não fiz nada. Desculpe-me. – Ela começou a chorar.
– Ele está atrás de Larissa! Temos que sair daqui agora! – Gritei. – Claudino, Miguel. Encontrem um novo local para as reuniões, esse lugar não é mais seguro. Rayssa e Soraya, levem Carol e Lizandra pro hospital pra ver se está tudo bem. O resto pode ir pra casa. Lays, agente tem que correr! – Eu falava como quem esperava um trem.
Lays não pensou duas vezes, pôs a cabeça de Lizandra delicadamente no chão e correu até mim. Nossas mãos se encontraram e no segundo seguinte nós estávamos na esquina da sua rua. Mas já era tarde de mais. Erik tinha parado a moto na frente da casa de Lays e estava se preparando para arrombar a porta.
– NÃO! – Gritou Lays. Ela saiu correndo a uma velocidade sobrenatural, literalmente levitando. Eu fui atrás dela na mesma velocidade, mas ela chegou primeiro. Senti o seu cosmo explodindo e sua aura roxa envolveu seu corpo. – OHM! – Gritou ela quando estava frente a frente com Erik. A energia saiu da palma da sua mão, que estava encostada no estomago dele. O impacto o jogou do outro lado da rua. – Você não vai encostar nenhum dedo na minha irmã! – Gritou ela, mais selvagem do que eu conseguia me lembrar.
– Então, você primeiro me rejeita e depois me ataca? Quem você pensa que é?! – Gritou ele de volta, pegando impulso com o punho direito que ficou envolto em chamas. Ele disparou contra Lays, mas eu entrei no meio antes que o golpe a atingisse e com uma tapa mandei ele para cima.
– Você também não vai encostar um dedo em Lays. – Eu não gritei, mas falei com o mesmo veneno com o qual havia falado com o guerreiro que arrombou a porta da sala.
– Ah, então você trouxe o seu namoradinho? Que ótimo! Vou matá-lo diante dos seus olhos!
– Para com isso Erik, você nunca foi desse jeito! – Falou Lays, saindo de trás de mim e ficando do meu lado. – O que aconteceu com você?
– VOCÊ ACONTECEU! Se você não tivesse me trocado por esse idiota, essa guerra poderia ter sido evitada. Nós poderíamos nos tornar aliados! Mas você não quis assim, você me chutou pra ficar com ele!
– Como você sabia que nós éramos cavaleiros? – Perguntei.
– Você pensa que eu acreditei naquela história de “acidente de carro” que matou Guilherme? Eu sabia que ele era o portador da armadura de Hades! Então fiquei atento e o que eu descobri? Que metade do Instituto era formado por cavaleiros inclusive vocês! Mas chega de conversa fiada! Diga adeus a seu namoradinho, Lays! VENDAVAL DA COROA DO SOL! – Ele gritou e seu punho explodiu num vendaval de chamas que foram direto pra cima de mim.
Foi a vez de Lays me defender. Ela passou a minha frente e gritou:
– KAHN! – Um escudo protetor se projetou a nossa volta e o fogo produzido por Erik nos cercou, mas não nos atingiu. – Você tem que fazer alguma coisa, eu não vou agüentar muito tempo.
Ela não precisou falar duas vezes. Elevei meu cosmo e chamei a armadura de Aquário que apareceu instantaneamente. Protegido com a armadura eu saltei e atravessei o escuto e as chamas, lá de cima eu pude ver Erik continuando com seu ataque ao escudo de Lays. Ergui meus braços e uni minhas mãos.
– TROVÃO AURORA! – O ataque atingiu em cheio o rosto de Erik que foi atirado contra a calçada mais uma vez, fazendo com que seu ataque fosse interrompido. Voltei ao chão e corri até Lays que estava caída no chão. – Lays, amor, você está bem?
– Sim. Só um pouco cansada. O escudo consumiu muito da energia, o ataque foi poderoso de mais.
– Você deu sorte, garoto! – Ouvi Erik gritar do outro lado da rua. – Eu vou poupar sua vida por hoje. Mas espere! Sua morte vai chegar antes do que você pensa!
Eu estava me preparando para correr até ele quando Lays me segurou.
– Deixe-o ir. Não vale a pena começar uma batalha agora. – Com isso eu fiquei onde estava e Erik desapareceu com o mesmo vendaval de fogo que envolveu o guerreiro na sala.
– Eu tenho que te levar para o hospital. – Eu disse, relaxando um pouco e deixando a armadura ir.
– Não precisa, é sério. Eu só estou cansada. Me ajuda a ir pra minha cama, eu só preciso dormir um pouco. – Eu segurei ela no colo e levei até o seu quarto. Liguei o ar-condicionado peguei seu cobertor e a cobri. Quando estava quase saindo ela falou:
– Obrigada. Por ter me defendido lá fora.
– Não precisa agradecer. Você foi muito corajosa.
– Foi preciso. Eu não posso deixar as pessoas que eu amo morrerem.
– Durma, não se preocupe com nada. Vou ligar pra Rafael e pra Victon e pedir pra eles montarem guarda lá fora. Nada vai te perturbar. Me ligue quando acordar, pra eu saber se você está melhor.
– Certo. Obrigada mesmo, por cuidar de mim.
Com um sorriso eu apaguei a luz e saí do quarto. Assim que voltei para a calçada percebi o estrago que aquela batalha tinha causado. Havia janelas quebradas e o chão estava manchado de preto.
Eu liguei pra Victon e pra Rafael e eles apareceram assim que eu desliguei o telefone. Pedi para eles ficarem de olho nas redondezas e fui me encontrar com Claudino e Miguel pra ver se eles tinham conseguido algum lugar. Fiquei confuso e um tanto irritado quando descobri o local que eles haviam escolhido.
– O auditório? Como assim? Eu pedi pra vocês escolherem outro lugar. Vocês só mudaram a sala, o lugar é o mesmo.
– É isso que você pensa. E aposto que é assim que Erik também pensa, por isso esse é lugar perfeito. – Disse Miguel.
– Continuo sem entender nada.
– Pensa bem. Agora que ele invadiu a sala trinta e seis ele vai pensar que você vai sair do Instituto e arrumar outro lugar como esconderijo, quando na verdade você vai estar apenas mudando de sala. Então o Instituto se tornaria o último lugar em que ele pensaria em procurar no caso de uma invasão.
– Você não pode lutar contra esse tipo de lógica. – Apoiou Claudino.
– Talvez vocês tenham razão. Obrigado.
– Por nada. Podemos ir, capitão? – Perguntou Claudino fazendo o cumprimento do exercito.
– Deixa de besteira. Pode ir sim. – Respondi.
Os dois desapareceram sem dizer mais nenhuma palavra. Depois disso fui até o hospital ver como as meninas estavam. Fiquei contente em encontrar Carol na sala de espera.
– Como você está? – Perguntei me sentando na cadeira ao lado dela.
– Eu estou bem. Um pouco dolorida, mas não é nada de mais.
– Você foi muito veloz hoje. Me surpreendeu.
– Fiz melhor do que você. Que ficou paradão lá com cara de lezado. – Falou ela dando um tapinha no meu braço.
– HAHA! Engraçado. Onde está Lizandra?
– Ela tem que passar a noite por aqui. A explosão causou queimaduras feias nos braços, mas ela vai ficar bem. Você pode ir vê-la se quiser.
– Não é preciso, só queria ter certeza de que vocês estavam bem.
– Vocês encontraram Erik?
– E você nem imagina o que aconteceu. – Descrevi pra ela todos os detalhes de batalha na rua e ela escutou tudo atentamente.
– Então ele é realmente Apolo? Bem, ele apareceria mais cedo ou mais tarde. Lays está bem?
– Ficou um pouco exausta depois do confronto, disse que se dormisse um pouco ficaria melhor. Não faz nem três horas que eu pus ela na cama, então ela ainda deve estar dormindo. E por falar nisso, eu estou morrendo de fome. Quer almoçar lá em casa?
– Não, eu vou almoçar por aqui mesmo, e esperar os pais de Lizandra chegarem. Eles pensam que isso foi um acidente de cozinha, eu disse a eles que a panela de pressão estourou quando ela estava na cozinha lá de casa.
– Bela desculpa.
Com isso eu me despedi e fui pra casa almoçar. O dia estava horrível. E o pior é que ainda era bem cedo.
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