quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Capítulo 6 - Fogo


Carol de Leão

            Carol escutava o que Matheus dizia, mas não conseguia acreditar em nenhuma palavra. Era difícil de acreditar que uma única pessoa tinha dado tanto trabalho a Matheus e a Lays, que eram dois dos cavaleiros mais poderosos dessa geração. Depois de ouvir tudo atenciosamente ela disse:
            – Então ele é realmente Apolo? Bem, ele apareceria mais cedo ou mais tarde. Lays está bem?
            – Ficou um pouco exausta depois do confronto, disse que se dormisse um pouco ficaria melhor. Não faz nem três horas que eu pus ela na cama, então ela ainda deve estar dormindo. E por falar nisso, eu estou morrendo de fome. Quer almoçar lá em casa?
            – Não, eu vou almoçar por aqui mesmo, e esperar os pais de Lizandra chegarem. Eles pensam que isso foi um acidente de cozinha, eu disse a eles que a panela de pressão estourou quando ela estava na cozinha lá de casa.
            – Bela desculpa.
            Com isso ele saiu andando do hospital. Alguma coisa dizia a Carol que Lays não era à única que estava exausta. Matheus estava com cara de quem não dorme direito há dias. O que será que estava acontecendo? Talvez ele estivesse preocupado com a segurança de Lays, afinal, ela mesma nunca tinha visto um garoto gostar tanto de uma garota como ele gostava dela. Isso a fez lembrar a promessa que ela e sua melhor amiga, Saskia, tinham feito a ele.
            Juro pra você que um dia agente te clona. – Dizia Saskia, dando uma tapa nas costas de Matheus.
            Então é melhor fazer isso antes de me desmontar todo. – Disse ele passando a mão onde Saskia havia acertado.
            Por falar em Saskia, como será que ela estava? Desde que Matheus apareceu com a notícia da irmã de Lays ser Athena, Carol não ligava pra ela. “Nota mental: Ligar para Saskia depois de sair do hospital” pensou Carol.
            Ela saiu da sala de espera e foi até o refeitório. Era um lugar enorme com várias mesas redondas espalhadas aqui e ali. Lembrava muito o refeitório daqueles colégios de filmes americanos. Carol se sentou numa mesa e chamou a garçonete que rapidamente anotou o seu pedido. Depois de alguns minutos de espera a comida chegou. Ela não entendia porque as pessoas diziam que comida de hospital é uma coisa horrível. Aquela que ela estava comendo não era nada menos que deliciosa, ela comeu rápido e pagou a conta.
            Voltando a sala de espera ela avistou os pais de Lizandra falando com a moça da recepção. Ela correu até eles.
            – Vocês devem ser os pais de Lizandra. Eu sou Carol. Eu a trouxe até aqui. – Disse Carol educadamente.
            – Ah, graças a Deus. – Disse a mãe de Lizandra. – Muito prazer, Lily. – Ela era uma mulher bonita. Era morena e um pouco, mas muito pouco mesmo, mais alta que Carol, usava um vestido longo e branco e seus cabelos negros ondulados caiam sobre os ombros. – Como ela está?
            – Está bem. Não foi nada sério. Teve algumas queimaduras nos braços, e vai ter que ficar no hospital essa noite, mas vai ficar melhor. Segundo os médicos ela também não ficará cicatrizada.
            – Nós podemos vê-la? – Perguntou o pai. – Ah, me desculpe, me chamo Carlos. – O pai dela era alto e um pouco careca. Usava uma blusa social e calça jeans.
            – Podem sim. O quarto dela é no terceiro andar. Vamos.
            Carol acompanhou Lily e Carlos até o elevador. Quando chegaram ao terceiro andar, bateram na porta do quarto.
            – Entra! – Gritou Lizandra lá de dentro.
            Eles entraram e Carol percebeu que ela não havia se mexido muito desde que a deixou descansando. Ainda estava deitada, os lençóis brancos um pouco acima da barriga e ambos os braços com ataduras que iam da palma das mãos até os ombros. Apesar de não poder ver agora ela sabia que seu tronco também estava enfaixado.
            – Minha filha! Você está bem? – Sra. Lily correu até sua filha e começou a beijá-la na testa.
            – Mãe! Mãe! Eu vou ficar bem melhor se a senhora sair de cima do meu braço! – Disse Lizandra, gemendo.
            – Ah, Senhor, me desculpe.
            – O que aconteceu exatamente? – O pai de Lizandra se dirigiu a Carol, que estava encostada na parede.
            – Bom, ela tinha ido lá pra casa, pra agente assistir uns filmes e almoçar. Então ela me pediu um copo com água. Nós fomos até a cozinha e eu servi a água. Minha mãe tinha deixado o fogão ligado com a panela de pressão. De repente a panela estourou e todo o feijão quente foi pra cima de Lizandra.
            – Mas, espere um pouco... Como é que você saiu ilesa disso tudo? – Perguntou o pai desconfiado.
            – Por que ela estava atrás de mim. – Lizandra se apressou em esclarecer. – Na hora que aconteceu eu estava entre ela e a panela. Mas ela não saiu ilesa, ela sofreu algumas queimaduras, poucas, mas ainda assim...
            – Ah, me desculpe. – Pediu Carlos.
            Antes que ele fizesse outra pergunta daquele tipo Carol se despediu de todos e saiu do quarto. “Essa foi por muito pouco”, pensou. Ela desceu ao térreo e saiu do hospital. Estava caminhando em direção ao ponto de ônibus, mas resolveu voltar. Ela estava cansada e sem saco nenhum pra pegar um ônibus, por mais que a sensação fosse desagradável era o melhor a se fazer. Olhou para os lados, ninguém estava vendo, ela então fechou os olhos.
            Ao abri-los se viu em frente à cerca viva que murava a sua casa. Ficou aliviada ao perceber que o barzinho em frente a sua casa, geralmente tão animado, estava vazio e ninguém viu quando ela apareceu ali, do nada. Tirou a chave do bolso e abriu a porta, não havia ninguém em casa. Ela então foi até o seu quarto pegou uma toalha e tomou um banho rápido. Depois de trocar de roupa ela se jogou na cama. “Eu não faço mais nada, hoje.
            Como que para contrariar seus pensamentos o seu telefone toca. Sem olhar quem era ela atendeu.
            – Alô!
            Pois é sua coisa. Num quer me esquecer mais não? – Era a voz de Saskia.
            – Oh, minha coisa. Me desculpa, eu tenho andado tão ocupada...
            Não consigo imaginar que ocupação uma cidadã de férias possa ter. – Falou ela som sarcasmo na voz.
            – Eu tava pensando em aparecer por aí hoje de noite, logo depois de tirar um cochilo. – Disse Carol.
            Parece uma velha falando. – Saskia riu. – Apareça mesmo. Vou lhe esperar.
            – Ta certo. Até mais tarde.
            Até.
            Com isso ela desligou o telefone e Carol pode dormir por algumas horas.


            – Acorda titia, acorda. – Julia cutucava Carol sem parar.
            – Oi, Julinha. – Disse ela pegando a sobrinha no colo. – Tudo bem?
            – Aham. – Respondeu ela.
            Carol percebeu com um sobressalto que já eram mais de seis horas. Ela pôs Julia no chão e foi trocar de roupa. Já arrumada, ela foi fazer um lanche rápido, avisou a sua mãe para onde ia e saiu de casa.
            Dessa vez ela não iria de tele transporte já que estava descansada e disposta. Ela desceu a ladeira e foi para a parada de ônibus, depois de alguns segundos de espera ela entrou em um. A viagem foi demorada, aproximadamente meia hora. Levando em conta a caminhada de vinte minutos da parada até a casa de Saskia ela havia levado quase uma hora para chegar. Ela tocou a campainha e depois de alguns segundos Saskia abriu a porta.
            – Oi, minha coisa! – Disse Saskia abraçando a amiga.
            – Oi, coisa! – Respondeu Carol.
            – Estava começando a pensar que você não vinha mais.
            – Desculpa, eu dormi mais do que pretendia, e se não fosse Julia, eu teria dormido mais. – Elas entraram e se sentaram no sofá.
            – O que foi que você fez tanto hoje que te deixou tão cansada? – Perguntou Saskia, assustada.
            – Eu passei a manhã no hospital.
            – Como é que é?! O que aconteceu?! – Saskia quase gritava.
            – Não. Não foi comigo foi com Lizandra. Longa história.
            – Relaxe, nós temos a noite toda. – Insistiu a amiga.
            – Foi um acidente de cozinha. Ela tinha ido beber água e a panela de pressão tava no fogão, enquanto ela estava na cozinha a panela estourou e o feijão quente foi pra cima dela.
            – Meu Deus, que horrível! Ela está bem?
            – Ta sim. Não foi nada muito grave, mas ela ficou com queimaduras feias no braço. A boa noticia é que não terá nenhuma cicatriz.
            – É, ouvi dizer que cicatrizes de queimaduras são horríveis. – Disse Saskia fitando o vazio, como e estivesse tendo um devaneio. – Enfim, mudando um pouco de assunto, eu to com fome. Já jantou?
            – Já sim.
            – Ah, que pena, eu queria fazer chocolate. – Saskia entortou a boca ao falar.
            – Espera aí, garota. – Interrompeu Carol. – Eu disse que já tinha jantado. Nunca disse que não estava com fome.
            As duas riram e se dirigiram para a cozinha. Começaram a conversar sobre várias besteiras diferentes enquanto Carol mexia a panela com o chocolate. Saskia manteve certa distancia do fogão, Carol achava que ela tinha ficado com medo que o “acidente” que aconteceu com Lizandra acontecesse com ela.
            Depois de pronto, as duas puseram o chocolate num prato e voltaram para a sala. Saskia começou a vasculhar a estante a procura de algum filme interessante que elas ainda não tivessem assistido ou pelo menos que não fosse chato ao estremo. Resolveram, então, assistir Tróia. Elas já haviam assistido, mas Carol sabia muito bem o motivo pelo qual ela escolheu justamente esse filme. Saskia sempre teve uma queda desgraçada pelo ator Orlando Bloom, que tinha atuado em “O Senhor dos Anéis” fazendo o papel do elfo Legolas.
            Saskia apertou “Iniciar” no menu do DVD e o filme começou. Depois de alguns minutos de filme ela começou a fazer movimentos estranhos com os ombros, como se estivesse sendo possuída.
            – O que é isso, menina?! – Perguntou Carol ficando assustada.
            – É ele. Ele vai aparecer. – Disse Saskia apontando para a televisão.
            Carol olhou para a tela e lá estava Orlando Bloom, montado num cavalo. Ela caiu na gargalhada.
            – Meu Deus! Pensei que você tava sendo possuída. – Carol falou em meio às gargalhadas.
            – Eu quero é que ele me possua. – Disse Saskia se abanando. Carol não conseguia mais parar de rir, tanto que quase caiu do sofá. – Agora cala a boca que eu quero escutar o filme.
            – Você falou feito aquele mulher que era comediante no Zorra Total uns anos atrás. “Vamos Jajá! Me possua!
            Depois dessa nenhuma das duas conseguiu prestar atenção no filme, choraram de tanto rir. Quando elas estavam conseguindo se controlar o celular de Saskia tocou.
            – Alô... Oi, mãe... É Carol, porque? Ah, certo... Ta bom... Tchau. – Saskia desligou. – Ela quer que eu vá deixar um negócio na casa da esquina, pausa o filme e me espera. Eu volto num segundo.
            – Tem certeza que não quer que eu vá com você?
            – Pode deixar. É rápido.
            Saskia correu até a cozinha, voltou com uma sacola de plástico com um recipiente dentro e saiu porta a fora. Carol pausou o filme e fechou os olhos, ainda havia rastros das gargalhadas de segundos atrás no seu rosto.
            Mas uma perturbação no ambiente fez qualquer rastro daquela alegria se dissolver como um comprimido de vitamina C na água. Alguma coisa se aproximava, e rápido. Ela começou a se preparar na certeza de que a coisa, seja lá o que fosse, era do mal, e estava vindo pra cima dela.
            Mas ela estava errada. A coisa parou sua aproximação quando estava bem perto. O que isso significava? “SASKIA!” Pensou Carol com um sobressalto.
            Ela não perdeu tempo, correu porta a fora e saiu em disparada pela rua, à medida que ia se aproximando conseguia ver Saskia parada falando com um homem de capa. Carol então resolveu chegar perto e, pelo menos por enquanto, apenas observar. O homem de capa parecia fazer algum tipo de proposta para Saskia.
            – Você tem que vir comigo, garota. – Dizia ele. – Ou as conseqüências para você e para sua amiga que está lá na sua casa poderão ser desastrosas.
            – Eu não vou a lugar nenhum com você! Quem você pensa que é para ficar me dando ordens e me ameaçando desse jeito?
            – Cale a boca sua insolente. Eu sou um filho de Apolo!
            – Como é que é? Filho de Apolo? Aquele deus grego do Sol? – Saskia deu risadas sem nenhum humor. – Poupe-me dessa conversa idiota.
            Carol observava tudo atônita. O que um dos cavaleiros de Apolo queria com Saskia? E, acima de tudo, o ele quis dizer com “Filho de Apolo”? As repostas para essas perguntas teriam que esperar, porque nesse momento o homem atirou a capa longe revelando seu corpo. Ele usava uma armadura avermelhada na mesma tonalidade da do guerreiro que invadiu a sala hoje mais cedo, só que sua armadura era diferente. Cada detalhe da sua armadura consistia basicamente de fogo, ao contraria do outro que consistia em argolas. Seu elmo era um tipo de tiara com um rubi cravejado no centro. Ele estava de mascara.
            – Garota idiota, vai se arrepender de não ter me obedecido antes!
            O guerreiro apontou a palma da mão e atirou uma bola de fogo para Saskia que por sua vez gritou e se encolheu de medo. Carol não perdeu tempo, correu e ficou entre Saskia e o ataque e, com uma das mãos, impediu que atingisse sua amiga.
            – Como ousa atrapalhar, cavaleiro?! – Gritou o guerreiro.
            – Você não vai machucar a minha amiga. – Falou Carol com segurança.
            – Carol, o que você ta fazendo? – Perguntou Saskia, o pânico dominando sua voz.
            – Saskia sai daqui e procura um lugar pra se esconder.
            – Cale a boca! – Gritou o guerreiro correndo pra cima de Carol.
            – Saskia, sai daqui! – Gritou Carol. O guerreiro mirou um chute na cabeça de dela, que por sua vez defendeu com um braço e com o outro atingiu o inimigo no estomago com uma onda de energia. Ele foi atirado de volta com o impacto. – Você ainda está aí? Corre, garota!
            – O que foi isso que você acabou de fazer? – Falou ela com os olhos arregalados.
            – Depois eu explico com calma, agora você tem que correr! – Carol falava sem tirar os olhos do guerreiro que já se aproximava novamente.
            Saskia correu para trás de um muro e ficou observando, curiosa e com medo. O guerreiro chegou perto de Carol e começou a desferir socos que eram facilmente defendidos por ela. Porém, num descuido de Carol, o guerreiro acertou um soco no estomago que fez com que Carol fosse atirada alguns metros à frente, caindo de joelhos.
            – Você pensa que é párea para mim, amazona? – Falava o guerreiro se aproximando lentamente de Carol, que estava ofegante. – Afinal, você não é ninguém.
            O punho do guerreiro começou a pegar fogo, ele pegou impulso mirando na cabeça abaixada de Carol.
            – Eu sou alguém, sim. Alguém que vai acabar com você! – Uma aura dourada envolveu Carol e o guerreiro parou o ataque. A armadura de ouro de Leão cobriu o corpo de Carol que olhou diretamente nos olhos vermelhos do inimigo. – Carol Uchoa, amazona de ouro de Leão... – Dessa vez era o punho de Carol que emanava um brilho dourado, ela desferiu um golpe com toda potencia no queixo do guerreiro de Apolo, o golpe fez com que ele fosse tirado do chão. Carol soltou e acompanhou o inimigo, quando estavam na mesma altitude acertou outro soco no seu estomago, que fez com que ele caísse com toda velocidade e força no chão, abrindo um buraco no local de sua queda. Carol voltou ao chão. – Muito prazer.
            O guerreiro saltou de dentro do buraco e ficou frente a frente com Carol. Era visível que os golpes de Carol tinham surtido efeito, sangue escorria por sua boca. Eles não disseram nada. Apenas ficaram se estudando por alguns segundos, um esperando que o outro atacasse. De repente o cosmo do guerreiro começou a aumentar de uma maneira assustadora.
            – Sinta o verdadeiro poder de um filho de Apolo! VORTREX SOLAR!
            Um enorme furacão de fogo saiu do punho do guerreiro. Era um poder assustador, Carol ficou paralisada. Mesmo que tentasse se defender não ia adiantar, era poderoso de mais. O golpe a atingiu em cheio, queimando a maior parte do seu corpo. Ela foi jogada no chão pela sua potencia. Carol levantou a cabeça, o corpo em chamas, e olhou para o guerreiro.
            – Pelo jeito a armadura de Leão a protegeu da morte. Mas não se preocupe você certamente morrerá no próximo.
            Carol se levantou e correu na direção de seu inimigo, mas já era tarde. Ele já se preparava para mais um ataque.
            – VORTREX SOLAR!
            Antes que Carol pudesse chegar ao inimigo o golpe a atingiu mais uma vez. Atirando-a de volta ao chão. O corpo novamente ardendo em chamas, mas dessa vez ela havia entendido o golpe. Foi preciso ser atingida duas vezes, mas ela entendeu. Quando ele lançava o golpe, era gerado um furacão de fogo, que atingia todas as partes do seu corpo, menos o seu estomago, onde ficava o coração do furacão. Ela se levantou.
            – Eu ainda não morri. – Falou ela. – Porque você não tenta de novo?
            – Ah, então você admite a derrota e quer morrer? Tudo bem. Vou lhe conceder o seu pedido. VORTREX SOLAR!
            O furacão vinha novamente na direção de Carol, mas dessa vez ela sabia o que fazer. Ela correu na direção do golpe e mergulhou no coração do furacão. Como o esperado o golpe não afetou o seu corpo, ela saiu do outro lado para ver a cara assustada do guerreiro.
            – Surpresa! – Gritou Carol atingindo um chute certeiro no rosto do inimigo, que foi atirado contra uma parede. Carol caminhou lentamente na direção do inimigo sem tirar os olhos dele. Ele olhava assustado para ela.
            – O que é você? – Sussurrou o guerreiro.
            – Alguém com quem você não deveria mexer. – Sussurrou de volta. – RELAMPAGO DE PLASMA!
            Num momento o inimigo estava na frente de Carol, no segundo seguinte ele havia atravessado a parede e caído de costas num terreno baldio. Ele olhava com um olhar assustado para Carol.
            – Agora, se você não quiser morrer lenta e dolorosamente, diga o que você queria com a minha amiga. – O punho de Carol brilhava novamente como forma de ameaça.
            – Ela é uma dos cinco guerreiros. – O guerreiro percebeu o olhar assustado de Carol e sorriu. – Sim. Nós sabemos sobre a sua profecia, garota.
            – Cale a boca! Vá! Volte para o seu chefinho e diga a ele que você foi derrotado, tenho certeza de que ele é bem pior do que eu!
            O sorriso foi apagado do rosto do guerreiro. Ele se envolveu em chamas e desapareceu. Carol se virou e foi procurar Saskia. Mal atravessou a rua e Saskia veio correndo até ela. Olhou a amiga de cima a baixo captando cada detalhe da armadura.
            – Carol, o que foi isso? Que armadura é essa que você ta vestindo? O que aquele estranho queria comigo?
            Ignorando todas as perguntas Carol olhou nos olhos de Saskia e tocou o dedo indicador na sua testa. Ela imediatamente se calou. Então Carol pode sentir. O cosmo que havia dentro de Saskia era quente. Mas não do tipo de calor infernal que emanava dos guerreiros de Apolo, era um tipo de calor amigável, bondoso, como um abraço de mãe. Entretanto era bruto, não era nem um pouco desenvolvido, independente da constelação que viria a ser a sua protetora ela precisaria de mais treinamento do que o restante dos cavaleiros. Ela tirou o dedo da testa de Saskia e sorriu.
            – Nós temos muito que conversar. – Disse Carol ainda sorrindo.
            – Ok, isso foi estranho. Mas comece a me explicar me respondendo: Que porra foi aquilo?!
            – Você acabou de assistir ao primeiro combate dessa guerra. – Respondeu Carol.
            – Guerra? Como assim guerra?
            – Vamos para sua casa. Eu te explico tudo que eu puder quando estivermos lá.
            Com isso Carol deixou a armadura ir e acompanhou Saskia até em casa onde explico tudo sobre os cavaleiros e a profecia que falava sobre Saskia.
            – Então eu também vou ser uma amazona? Legal! – Disse Saskia batendo palmas.
            – É uma decisão difícil. Há riscos.
            – Que riscos?
            – O de perder a vida, ou pior, de perder aqueles que você ama. – Disse Carol abaixando a cabeça. Saskia não disse mais nada. – Olha apareça amanhã de manhã no Instituto, Matheus vai te explicar tudo melhor e mais detalhadamente. Certo?
            – Certo.
            As meninas terminaram de assistir o filme e Carol voltou para casa, onde dormiu como uma pedra.

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