quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Capítulo 8 - Diamante

Carol de Leão.

            Após o termino da reunião Carol correu até Saskia para falar sobre o treinamento.
            – Então Fênix? Preparada pra seu treinamento? – Falou Carol, abraçando Saskia, já sem armadura.
            – Só um pouco nervosa. Qual vai ser o local?
            – Eu ainda não sei direito. O ultimo cavaleiro de Fênix, o Ikki, foi treinado numa ilha chamada Ilha da Rainha da Morte, mas ela foi engolida pelo mar faz uns vinte anos.
            – Ah, que pena. – Falou Saskia parecendo triste.
            – Qual o problema?
            – Bom, é que todas as meninas vão treinar em lugares bem legais, tipo, Matheus vai levar Luana para a Sibéria, Lays vai levar Bia pra um lugar chamado Ilha de Andrômeda, Rafael vai levar Joyce pra China, e Mariana vai levar Laura pra Grécia. Mas, como essa ilha da rainha não-sei-das-quantas não existe mais, provavelmente agente vai treinar por aqui mesmo, né?
            – Não. – Falou Carol sorrindo. – Eu vou achar um bom lugar, você só tem que ter paciência. Hoje a tarde eu vou procurar o lugar perfeito e te ligo pra dizer a hora que eu vou te buscar, certo?
            – Certo.
            Com isso as duas saíram do auditório e foram pra casa.


            Às sete horas da noite do dia seguinte Carol se levantou e foi buscar Saskia. Ao chegar, ela já a esperava na porta de casa.
            – Então. – Saskia estava aos pulos. – Para onde nós vamos?
            – Você vai ver. Apenas pegue a minha mão.
Carol estendeu a mão para Saskia, que a apertou com força.
No segundo seguinte elas estavam em pé em cima de uma montanha olhando para o nascer do Sol de um deserto. Pela cara de surpresa de Saskia esse não era o tipo de lugar que ela estava imaginando.
– Onde nós estamos? – Perguntou Saskia.
– Num lugar chamado El Azizia, Líbia. Fica no norte da África.
– E porque você escolheu esse lugar?
– O cavaleiro de Fênix é conhecido pelo seu controle sobre o fogo. Esse é o lugar mais quente do planeta, em setembro de 1922 foi registrado uma temperatura de 57,8 ºC na região. Muito quente mesmo. Achei que seria um bom lugar.
            – Impressionante. – Disse Saskia.
            – Então eu vou te explicar o que nós vamos fazer hoje, e nós não vamos sair daqui até você conseguir. – Saskia fez que sim com a cabeça. – Então, seu cosmo ainda não é desenvolvido, então nós vamos começar bem do começo mesmo. Antes eu vou tentar te explicar o que é um cosmo.
            “Cosmo, em grego, significa universo. Ou seja, você tem uma energia tão grande quanto à do universo dentro de você esperando para ser liberada, tudo que você tem que fazer é sentir essa energia e controlá-la.
            – E como eu faço isso?
            – Sente-se. Feche os olhos, e concentre-se um pouco. – Saskia obedeceu. – Sinta tudo que há em volta, o calor no ambiente, o vento soprando nas poucas palmeiras espalhadas pelo deserto, e o movimento que elas fazem. Sinta o som que o vento faz ao se chocar contra as pedras das montanhas. – Saskia estava sorrindo. – Consegue sentir?
            – Sim. – Falava ela, feliz.
            – Então agora sinta isso dentro de você. Tudo isso faz parte do universo, então você tem tudo isso dentro de você.
            Carol parou de falar e observou Saskia. A principio não aconteceu nada, mas aos poucos uma aura tão vermelha quanto lava vulcânica começou a envolver o corpo de Saskia, e ela ria e se deleitava com aquele poder.
            – Isso é impressionante. – Dizia Saskia. – Meu cosmo já está desenvolvido?
            – Na verdade não, ele vai se desenvolvendo ao longo do treinamento. O que você está fazendo agora é controlar o seu cosmo, agora você já pode fazer muitas das coisas que os cavaleiros fazem, e isso nos leva a segunda parte do treinamento de hoje.
            Carol andou um pouco e pegou uma pedra bem grande e colocou na frente da sua amiga.
            – Destrua.
            – Como assim? – Perguntou Saskia de olhos arregalados. – Isso não é meio impossível.
            – Nada é impossível. – Carol então pegou uma pedra ainda maior e a esmagou como se fosse papel. – Vamos, tente.
            Saskia então segurou a pedra e começou a olhá-la. Após alguns segundos ela pôs a pedra em cima de outra, pegou impulso com o punho direito e socou com toda a sua força. Sangue. Muito sangue começou a escorrer da palma da mão de Saskia.
            – Merda! – Falou ela, segurando a mão direita com a esquerda.
            – Que tal se você tentasse concentrar o seu cosmo na mão que você vai usar para socar? Acho que isso facilitaria.
            Ela então voltou a se concentrar. Dessa vez a aura vermelha começou a envolvê-la e a se dirigir para o punho direito, com o seu punho flamejando, Saskia socou a pedra mais uma vez.
            O impacto foi enorme. Quando Saskia socou a pedra ela simplesmente virou pó junto com tudo que estava em baixo. O impacto fez um grande barulho como o de uma dinamite estourando. Muita poeira subiu e, por alguns instantes, Carol não conseguia ver era nada. Depois que a poeira baixou, Carol olhou atentamente e não conseguiu achar Saskia, ela correu até o lugar onde ela estava na hora do soco e caiu em um buraco. Depois de alguns segundos de queda ela bateu em alguma coisa.
            – Ah! Cuidado! Você chutou minhas costas! – Saskia gritou.
            – Você conseguiu abrir um buraco no chão de uma montanha? – Carol perguntou surpresa olhando para a cara suja de terra da amiga.
            – É, acho que consegui.
            – Vamos voltar lá pra cima.
            Carol segurou a mão se Saskia e as duas tele transportaram de volta para fora do buraco.
            – Isso foi muito impressionante, mas você tem que aprender a controlar melhor o cosmo. Caso contrario você vai destruir não só o que quer mas também tudo a sua volta. – Disse Carol. – Todos os corpos do universo são compostos por átomos. Concentre-se nos átomos daquilo que você quer destruir, e lance o seu golpe.
            – Certo.
            Depois de muitas tentativas frustradas, muito sangue pelo chão e muitos buracos na terra, Saskia começou a pegar o jeito. Com algumas horas de treino ela conseguia destruir o que quer que fosse sem fazer nenhum buraco e nenhum estrago.
            Os dias foram se passando e à medida que o treinamento progredia Saskia ficava mais forte. As outras meninas também estavam indo bem, mas o treinamento de Saskia, apesar de ser o mais demorado, era o mais avançado, dentro de alguns dias ela iria aprender as técnicas especiais e com isso completar o seu treinamento. Ela já tinha pleno controle sobre o seu cosmo, que ficava mais forte a cada dia, e podia destruir o que quisesse sem causar nenhum dano no que estava ao redor, também conseguia se tele transportar a curtas distancias, mas a cada dia o alcance do seu tele transporte aumentava, conseguia lançar bolas de energia com pontaria e precisão perfeitas.
            Depois de alguns dias de treinamento pesado e cansativo, de corridas sob um sol de mais de quarenta e cinco graus, ela já estava mais do que acostumada a altas temperaturas, o que queria dizer que já estava apta a aprender a primeira, e mais poderosa, técnica especial do cavaleiro de Fênix.
            – Essa primeira técnica é conhecida como “Hōyoku Tenshō”. Numa tradução mais aberta significa “Ave Fênix”. Ela consiste basicamente no seguinte: O cavaleiro “voa” através do ar e parte para cima do oponente. Juntando os punhos reúne as forças do vento e do calor em um local concentrado e cria uma espécie de turbilhão em chamas com seu cosmo em um único golpe furioso, meio que como o bater das asas da Fênix.
            – O que acontece com o adversário? – Perguntou Saskia.
            – Ele é lançado para longe graças a um vórtice poderoso de fogo que pode destruir completamente o local a sua volta se você não tiver cuidado. Entendeu?
            – Existe algum movimento que eu deva fazer pra usar esse golpe?
            – Fica ao seu critério, use os movimentos que achar melhor desde que consiga utilizar a técnica.
            – Ok.
            – Tente incendiar aquela palmeira ali na frente. Tente também não incendiar o resto do mundo...
            Saskia sorriu e olhou para a palmeira. A principio ela não soube bem o que fazer, mas depois ela pareceu ter uma idéia. Depois de se concentrar bastante no seu alvo, ela fechou os olhos e elevou o cosmo, sua aura vermelha começou a entrar em ação. Ela uniu os dois antebraços de forma que seus punhos também se unissem e que as costas das mãos estivessem viradas para o alvo. Nessa posição ela subiu os braços letamente. Enquanto ela levantava os braços de olhos fechados, Carol pode perceber que sua amiga tinha sido envolvida por um vento quente que começava a se transformar em fogo a medida que sua posição mudava.
            Saskia pôs a mão esquerda à frente de seu corpo e seu punho direito atrás, pegando impulso. O que aconteceu em seguida nunca saiu da mente de Carol. Saskia abriu os olhos e gritou:
            – AVE FÊNIX!
            Ela mudou a posição dos braços fazendo com que o esquerdo voltasse para trás e o direito fosse para frente. No exato momento em que Saskia estendeu o braço direito, com a palma da mão aberta o furacão de fogo que envolvia seu corpo se direcionou para o seu braço estendido, e o que antes era um furacão se tornou uma enorme fênix de fogo que voou até a palmeira, incendiando não só o alvo original como também tudo que estava em volta.
            Carol olhava sem conseguir acreditar. As chamas que incendiavam o deserto eram vivas, e de um tom alaranjado que hipnotizava quem olhasse. Ela se voltou pra Saskia que olhava de olhos arregalados e sorrindo para suas mãos.
            – Isso foi simplesmente inacreditável. – Falou Saskia à medida que Carol se aproximava.
            – E eu digo o mesmo. Isso leva essa técnica a um novo nível. Impressionante. – Falou Carol segurando o ombro da amiga. – Acha que consegue fazer de novo?
            – Eu posso tentar. – Saskia quase pulou.
            Carol manteve distancia e observou à amiga fazer os mesmos movimentos e o resultado ser o mesmo. A Fênix surgiu da palma da sua mão e incendiou o deserto.
            Ela repetiu a técnica mais algumas vezes e a medida que ela ia repetindo a fênix que surgia da sua mão aparecia cada vez maior e mais brilhando, sua potencia era maior porém ela destruía cada vez menos o que estava ao redor, o poder se tornava mais concentrado.
            – Ótimo agora que você dominou bem essa técnica vamos para a próxima ele é originalmente chamado de “Phoenix Genma-ken” mas você pode chamar de “Golpe Fantasma de Fênix”. Esse é um golpe simples. Com o seu punho você vai desferir uma ilusão no celebro do oponente. O golpe tem efeitos variados, você pode fazer com que o adversário veja imagens do passado ou pode fazer com que ele se veja cara a cara com o seu maior medo, enfim, você brinca com a mente do adversário.
            – Entendi... Mas como eu vou invadir a mente do meu adversário?
            – Bem, eu não sou a melhor do mundo em fazer isso, Lays é melhor nesse ramo do que eu. Mas na teoria é o seguinte: Você vai fazer com que seu cosmo atravesse a distancia entre você e o inimigo e fazer com que o cosmo chegue até ele. Tente fazer isso em mim. Traga o seu cosmo até mim. – Saskia obedeceu. A aura vermelha que envolvia o corpo de Saskia começou a se deslocar em direção a Carol, que começou a sentir o calor que ele emanava. – Ótimo, agora, eu quero que você vasculhe minha cabeça e procure algum tipo de abertura para a minha mente.
            O cosmo de Saskia começou a rondar a cabeça de Carol até que:
            – Eu consigo ter acesso as suas lembranças! – Disse Saskia assustada.
            – Consegue ler meus pensamentos?
            – Não. Isso é ruim?
            – Na verdade não. Leitura de pensamentos é uma técnica muito avançada, que eu me lembre só um cavaleiro de prata conseguiu dominar essa técnica com perfeição. Mas isso não vem ao caso. Agora que você está na minha mente faça com que eu veja alguma coisa... Por exemplo, um campo florido.
            Depois de alguns segundos nos quais os pensamentos de Carol ficaram embaçados, uma imagem começou a surgir na sua cabeça. Primeiro ela viu um enorme gramado, depois o céu começou a ter uma tonalidade de um azul bem claro e havia algumas nuvens aqui e ali, no gramado ela agora podia perceber um lago com alguns patos e gansos nadando e flores surgiam no gramado.
            – Perfeito! Consigo ver tudo claramente. Agora saia da minha cabeça. – A imagem desapareceu junto com o calor do cosmo de Saskia.
            – Eu só não entendi uma coisa. – Disse Saskia. – eu não usei meus punhos para ter acesso a sua mente, e você disse que o golpe consistia em usar os punhos.
            – Isso é porque o golpe fantasma é um golpe agressivo. O seu oponente não vai deixar você entrar na mente dele, como eu fiz agora, você terá que abrir caminho até ela. E isso nos leva a segunda parte do golpe. Você vai tentar entrar na minha mente, eu vou tentar impedir. Agora.
            Dessa vez o cosmo de Saskia não emanava um calor agradável, era algo mais forte, mais agressivo. Saskia procurou por alguns instantes uma abertura na mente de Carol, mas não encontrou nenhuma. Foi aí que Carol ouviu ela gritar:
            – GOLPE FANTASMA DE FÊNIX!
            Carol se preparou para o grande impacto mental que viria, mas o impacto não foi tão grande como ela esperava, não houve dificuldade em repelir a onda de energia.
            – Precisamos praticar isso. Você não está atacando com força suficiente. – Disse Carol.
            Vários dias se passaram e uma rotina começou a aparecer entra as duas. No final do dia de cada uma, elas iam para o deserto de El Azizia, e corriam por algumas horas, depois uma se sentava de frente para outra e Saskia tentava passar por cima da barreira mental imposta por Carol.
            Após algumas semanas de treino Saskia aos poucos foi adquirindo mais força mental e os ataques psíquicos eram cada vez mais difíceis de defender.
            – Vamos Saskia mais força! – Dizia Carol.
            Saskia estava perdendo a paciência.
            – GOLPE FANTASMA DE FÊNIX!
            Saskia socou o ar e um pequeno fio vermelho de energia saiu dele e atingiu bem em cheio a testa de Carol. O impacto mental foi muito grande, Carol ficou paralisada, as barreiras mentais impostas por ela não pareciam nada agora. Saskia agora tinha total acesso a mente de Carol, fazendo com que ela visse um campo florido contra a sua vontade.
            – Excelente! – Gritou Carol depois que Saskia deixou sua mente em paz. – Mas quando você for enfrentar um inimigo real não mostre a ele um campo florido. Vasculhe sua memória e procure algo que despedaçaria sua alma. Até porque esse é o objetivo do golpe.
            – A ta! Até parece que no meio de uma luta eu vou pensar em campos floridos. – Disse Saskia revirando os olhos.


            Dois meses se passaram desde que o treinamento das meninas de bronze começou, e apesar de o de Saskia ter sido o mais longo e o ultimo a começar, seu esforço fez com que ela fosse a primeira a terminar, o que era realmente bom.
            Ela já tinha um cosmo poderoso e desenvolvido e tinha pleno controlo sobre ele. Sua técnica de luta era impecável, conseguia chegar a qualquer lugar por meio de tele transporte e suas técnicas especiais eram poderosas.
            Naquela manhã Carol levantou cedo e levou Saskia pela última vez ao deserto de El Azizia, por causa do fuso horário lá já era noite. Por alguns instantes as duas ficaram em silencio apenas contemplando o cenário.
– Então, qual o motivo da nossa ultima visita aqui? – Perguntou Saskia.
            – Bom, o ultimo cavaleiro de Fênix teve que matar o seu mestre para conseguir a armadura.
            – Ei, ei, ei! Você não quer que eu te mate, quer?
            – Não garota, até porque você já conseguiu a armadura. Mas eu pensei em nós termos uma luta. Só pra eu te testar pela ultima vez. Seria um treino pra mim também.
            – Então ta. – Saskia suspirou de alivio.
            – Então, as regras são as seguintes, você pode usar qualquer ataque que desejar, na hora que achar melhor. Eu só posso te atacar com o cosmo, mas não posso usar nenhuma técnica especial.
            – Certo!
            – Chame sua armadura.
            Saskia sorriu e começou a se distanciar de Carol. Enquanto ela se afastava, a aura vermelha começou a lhe envolver, um brilho intenso tomou conta do corpo da amiga e quando a luz desapareceu Saskia estava vestindo a armadura de bronze de Fênix.
            Carol também não perdeu tempo. Chamou a armadura de ouro de Leão para si, e alguns instantes depois ela estava completamente equipada e sua aura dourada a envolvia.
            – Pode começar quando você quiser! – Gritou Carol.
            Saskia olhou para Carol por alguns segundos, mostrou a língua e saiu correndo, ou melhor, levitando em sua direção. Carol esperou. Quando a garota chegou começou a despejar uma chuva intensa de golpes. Carol defendeu socos, no rosto, na barriga, nos braços... Por alguns momentos ela só se preocupou em se defender. Mas resolveu partir para o ataque.
            Carol segurou o punho esquerdo de Saskia, que estava na altura da sua testa, e tentou dar uma rasteira, mas Saskia a evitou pulando por cima da sua perna. Quando seus pés voltaram ao chão ela sorriu para Carol e segurou seu antebraço com o braço livre. Depois de um grito Saskia atirou Carol por cima do ombro na direção de uma palmeira, mas, antes que ela batesse de cara com o alvo, Saskia tele transportou até a palmeira e socou o rosto de Carol que por sua vez caiu no chão.
            – Onde você aprendeu a fazer isso? – Perguntou Carol gemendo ao se levantar.
            – Tive uma boa professora. – Disse Saskia rindo.
            Carol aproveitou a risada da amiga, reuniu energia no punho e socou o eu queixo. Saskia saiu do chão, mas antes que ela ganhasse muita altitude Carol a segurou pelo tornozelo e a atirou de volta no chão.
            Ela correu até o buraco que Saskia havia feito durante o impacto do golpe, mas não conseguiu se aproximar muito. Antes que ela chegasse muito perto Saskia explodiu o cosmo. A potencia fez com que Carol fosse jogada de volta.
            Quando Saskia se levantou e sua aura brilhando ameaçadoramente ao seu redor. Ela correu até Carol e mais uma vez começou uma seqüencia de golpes. Mas dessa vez estava equilibrado, ambas atacavam e ambas defendiam. Carol juntou mais uma vez o cosmo no punho e conseguiu acertar um soco no rosto da amiga, que caiu a alguns metros a sua frente. Carol relaxou um pouco, mas era cedo de mais.
            Quando Saskia se ergueu ela estava na posição inicial do Ave Fênix. Carol correu para tentar impedir, mas não conseguiu. Quando estava bem perto da amiga ela gritou:
            – AVE FÊNIX!
            Carol viu o rosto da Fênix de fogo vindo na sua direção com o bico apontando para o seu estomago. O impacto e a dor foram extremos. A Fênix atravessou o corpo de Carol e desapareceu. Depois de alguns segundos, Carol conseguiu se levantar. Quando ela olhou para frente viu Saskia perigosamente perto. Ela estendeu o punho para a testa de Carol e sussurrou:
            – Golpe Fantasma de Fênix!
            Escuridão. Carol não conseguia enxergar nada. Mas o que estava acontecendo? Ela tentou correr para ver se achava alguma coisa, mas era como correr em uma esteira. Ela parou e começou a forçar a vista para ver se conseguia ver alguma coisa, e conseguiu. Lá longe um brilho rosa estava vindo na direção dela, depois de esperar um pouco ela começou a ouvir um som que não lhe era estranho era como... Um cavalo trotando! Era exatamente isso, os passos de um cavalo.
            O que ela ouviu em seguida foi o que mais a perturbou naquele lugar. Era como uma criança cantando.
            O cavalo foi se aproximando de Carol, olhado fixamente para ela. Chagando mais perto Carol notou que não era realmente um cavalo. Era um pônei rosa, e não era uma criança cantando, era o próprio pônei.
            – Pôneis malditos, pôneis malditos, lá lá lá lá lá lá lá...
            – Mas que merda é essa?! – Carol gritou para o pônei.
            – Não se assusta, menininha. – Falou o pônei com uma voz de criancinha. – Eu te quiero.
            Ao dizer isso o pônei saltou e deu um beijo molhado na testa de Carol. Ela empurrou o pônei longe. Ao fazer isso o pônei ganhou um olhar avermelhado e sua voz mudou.
            – O QUE?! QUEM VOCÊ PENSA QUE É?! – O pônei correu em direção a Carol e deu um coice na sua barriga.
            Carol gemeu de dor e ao abrir os olhos percebeu que estava caída no chão do deserto, e a única coisa que ela ouvia eram as risadas de Saskia. Ela se levantou um pouco zonza, pôs as mãos na cintura e disse:
            – Pôneis malditos? Você entrou na minha mente e fez um pônei maldito dar um coice em mim? Eu entendi direito?
            Saskia estava caída no chão e ria como Carol jamais havia visto.
            – Meu Deus! – Dizia ela entre as gargalhadas. – Foi... muit.. mu... muito engraçado! – Carol revirou os olhos para ela. – Você tem que admitir, eu venci.
            As gargalhadas continuaram por mais alguns segundos. Depois que Saskia se controlou Carol disse:
            – Certo. Eu admito, você venceu. Se fosse num combate de verdade, com um inimigo de verdade eu teria morrido. Você fez por merecer essa armadura.
            Saskia pulou de alegria e as duas voltaram juntas para casa.

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